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Jorge Jesus e a renovação. "Nas próximas semanas, isso pode ficar resolvido"

Jorge Jesus e a renovação. "Nas próximas semanas, isso pode ficar resolvido"

A conquista da Supertaça Sul-Americana, o quinto troféu de Jorge Jesus ao serviço do Flamengo, voltou a aguçar a curiosidade sobre a renovação do contrato do treinador português, um assunto que poderá ser resolvido em breve.

"As coisas tem andado dentro da confiança que eu a direção temos no Flamengo. Não quis nunca participar diretamente, tenho pessoas que falam primeiro por mim, mas depois eu tomo a decisão. Sempre. Nas próximas semanas, quando meus agentes vierem ao Brasil, isso pode ficar resolvido", esclareceu o técnico dos rubro-negros, anotando que a forma como os adeptos do "Fla" o acarinham terá peso na decisão.

"A torcida do Flamengo representa muito para mim. Sinto esse carinho que eles me têm dado. É uma das minhas responsabilidades em relação a minha decisão a forma que eles me tratam", acrescentou Jorge Jesus.

O contrato do técnico termina em maio e o Flamengo pretende prolongar o vínculo por ano e meio, até ao final de 2021. Jorge Jesus chegou ao clube em junho do ano passado e impulsionou-o para a conquista da Taça dos Libertadores, do Brasileirão, da Supertaça do Brasil e, agora, da Supertaça Sul-Americana, sem esquecer a Taça Guanabara.

E no que diz respeito ao encontro que lhe garantiu o segundo troféu internacional pelos rubro-negros - vitória por 3-0 sobre os equatorianos do Independiente del Valle -, o treinador luso reconheceu que "não estava fácil".

"Sabíamos como o Independiente saía na fase de construção, não abdica da bola. Queríamos pressionar a primeira e segunda bola, mas não conseguíamos. O médio defensivo deles tem 38 anos, mas tem muita qualidade. Com a expulsão do Arão, ficou pior. Já estávamos a ganhar. A equipa defendia bem, mas não conseguia organizar-se para sair para o ataque, ferir o adversário", assinalou Jesus.

A pausa serviu para o treinador acertar agulhas e tranquilizar a equipa. "No intervalo, fiz ver aos jogadores que estávamos a jogar com menos, mas se estivéssemos bem posicionados isso não seria notado. Eles perceberam isso. Falámos que quando eles perdessem a bola, estariam mal posicionados. Eles arriscaram em demasia. Sabíamos que uma saída bem puxada nos daria oportunidade de fazer mais um golo. Depois, com 10 contra 10, ficou mais fácil", completou o técnico.

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