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Jorge Jesus vira caso de Polícia

Jorge Jesus vira caso de Polícia

A altercação com agentes policiais, depois do jogo de domingo no Minho, valerá a Jesus um termo de identidade e residência, que se seguirá ao envio do auto de notícia para o tribunal de Guimarães.

A confusão em que Jorge Jesus se envolveu após o V. Guimarães-Benfica de domingo, quando alguns adeptos das águias invadiram o relvado para pedir camisolas aos jogadores e as forças policiais, "stewards" incluídos, tentaram impedi-los, poderá levar o treinador a tribunal. Embora não tenha sido ainda notificado, o que irá acontecer nos próximos dias, Jesus será constituído arguido, com termo de identidade e residência, faltando saber qual a acusação que o Ministério Público lhe fará e em que pena incorre.

No que diz respeito ao termo de identidade e residência, não está em causa a possibilidade de o técnico ser impedido de viajar com a equipa benfiquista na próxima semana a Paris, para a partida da Champions com o PSG, uma vez que a deslocação é inferior a cinco dias.

Nas imagens televisivas, vê-se que Jesus tentou libertar um adepto que estava a ser agarrado pelas forças policiais, chegando a empurrar um agente policial e a forçar o contacto físico com as mãos e com os braços. A versão do referido agente será decisiva, mas Jorge Jesus corre o risco de ser acusado de obstrução ao exercício das funções de um membro das forças de segurança, empregando violência (artigo 347.º do Código Penal, que, no limite, pode levar a pena de prisão de um a cinco anos).

Processo disciplinar

Do ponto de vista desportivo, o caso vai ser analisado pela Liga, através da secção profissional do Conselho de Disciplina da FPF, devendo ser anunciada já esta terça-feira a abertura de um inquérito, sem efeitos suspensivos. Os relatórios da equipa de arbitragem e das forças policiais destacadas para o jogo serão fulcrais para apurar os factos, mas, se Jesus for acusado de agressão e depois considerado culpado, tem à espera um castigo pesado.

Segundo o artigo 131.º do Regulamento Disciplinar da Liga, a sanção prevista para uma agressão voluntária a um agente de segurança vai de três meses a três anos de suspensão (mais multa), sendo que a tentativa de agressão é castigada com uma suspensão de um mês a um ano. O incidente de Guimarães pode também ser julgado à luz do artigo 132.º do Regulamento, que se refere a casos de "incitamento à indisciplina", e prevê uma suspensão de seis a 18 meses.

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