Liga dos Campeões

Leões mostram estofo e reerguem-se para a luta

Leões mostram estofo e reerguem-se para a luta

Coates, que bisou, Sarabia e Paulinho fizeram a primeira vitória leonina na Turquia. Amorim também festejou pela primeira vez na Champions, num triunfo que vale a aproximação aos dois primeiros lugares.

O ambiente era intimidador, o histórico não tinha nada que se aproveitava e a carga de mata-mata também não ajudava. Mas nada disso travou o Sporting, finalmente vitorioso nesta Liga dos Campeões, após duas derrotas, e com um resultado de respeito. À quinta tentativa, os leões ganham na Turquia, naquela que também fica como a primeira vitória da carreira de Rúben Amorim na Champions. Não menos importante, o campeão reentra na luta pelos oitavos de final e na próxima jornada, na receção ao mesmo Besiktas, pode garantir, desde logo, o terceiro lugar e a sobrevivência internacional, através da Liga Europa. Coates, sim Coates, bisou.

Na era das amarras estratégicas e de todos e mais alguns cuidados defensivos, eis, tudo e o seu contrário, cortesia do Besiktas, principalmente, mas também do Sporting, pouco seguro defensivamente. E é caso para dizer: nem 8 nem 80. Por momentos, o descontrolo e a desorganização chegaram a ser constrangedores, com os leões, mais arrumadinhos, a tirarem todos os proveitos de um adversário que só se preocupou em atacar e não muito bem. Ainda assim, o Besiktas prometeu muito. Começou a pressionar alto e a jogar nas imediações da área de Adán, só que também não demorou muito a perceber-se que deixava muito espaço para o leão aproveitar. Até dentro da área como se perceberia pouco depois. Aproveitou Coates, que finalizou dois cantos a papel químico, o segundo muito importante para anular o entusiasmo que o empate de Larin, três minutos antes, prometia dar ao Besiktas.

A partir daqui, a equipa de Rúben Amorim tranquilizou-se e começou a ter o discernimento para tirar partido das tais crateras na defensiva turca. Lances em superioridade ou igualdade numérica foram uns atrás dos outros, contudo foi de penálti (Sarabia) que o triunfo se encarrilou.

A toada do duelo não mudou muito na segunda parte, período em que o Sporting teve o mérito de não se distrair. Controlou melhor o Besiktas, desnorteado e sem soluções, mas continuou a ser perdulário no ataque. O 1-4, que se adivinhou praticamente desde o reinício e que Paulinho consumou, lá chegaria, mas só depois de duas bolas nos postes, outra série de ataques prometedores desperdiçados e mais umas defesas de Destanoglu. Bem vistas as coisas, o 1-4 até soube a pouco.

Sinal Mais

Coates. Palhinha e Paulinho. O avançado coroou a boa exibição com um golaço. Destanoglu fez o que pôde pelo Besiktas.

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Sinal Menos

Pedro Gonçalves esteve quase dois meses lesionado e notou-se. Pjanic até começou bem, mas não fez a diferença.

Árbitro

O VAR deu ajuda preciosa e anulou dois erros que podiam ser decisivos. Critério muito largo no golo do Besik

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