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Lesões no joelho são as mais graves no futebol

Lesões no joelho são as mais graves no futebol

A lesão no ligamento cruzado anterior do joelho é a mais assustadora para um futebolista. Segundo um estudo publicado no "British Journal of Sports Medicine", apenas 65% dos jogadores de futebol conseguem regressar à competição no mesmo nível exibicional que apresentavam antes da lesão.

Normalmente, a rotura do ligamento acontece na altura da época onde há um maior número de jogos - o campeonato caminha para a fase decisiva - e "as mulheres até são as mais afetadas por esta lesão", segundo explica, ao JN, Marta Massada, médica ortopedista. A lesão acontece, sobretudo, devido a fatores cognitivos. "O atleta, por estar focado no jogo e em stresse, executa as tarefas de risco, como o salto ou a desaceleração de forma deficiente e lesiona-se", explicou.

"Não é das lesões mais frequentes, mas é a mais séria. Tem um tempo de paragem de nove a 12 meses e 35% dos afetados não conseguem regressar ao nível exibicional pré-lesão. Quem já rompeu este ligamento tem uma probabilidade de 25% de repetir a lesão no outro joelho e fica com artroses degenerativas", adianta Marta Massada. Esta contrariedade para um atleta pode ter, em média, um custo de sete a 11 mil euros, entre cirurgia e fisioterapia. Curiosamente, "a incidência da lesão no ligamento cruzado anterior do joelho aumenta no futebol jovem" por causa do piso onde as equipas jogam. Segundo referiu Marta Massada, o facto dos jogadores utilizarem "pitons de alumínio ou competirem em relvados sintéticos aumenta o risco de lesão por ser muito aderente, fazendo com que o pé prenda".

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