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Lorenzo, o melhor espanhol conquista terceiro 'planeta'

Lorenzo, o melhor espanhol conquista terceiro 'planeta'

Jorge Lorenzo volta a ter o que nenhum outro piloto espanhol tem: três títulos mundiais. Habilidade e sobretudo persistência são qualidades que se confundem com a controversa 'personagem' do maiorquino, que já um dos nomes grandes do motociclismo.

O 'ET', como já foi classificado, conquista o terceiro título mundial e volta a destacar-se como melhor piloto espanhol de sempre, igualando o número de títulos dos norte-americanos Kenny Roberts e Wayne Rainey.

Depois da passagem por competições como o supercompetitivo campeonato espanhol de velocidade ou o campeonato de Madrid, a estreia no mundial de motociclismo, então na categoria 125cc, deu-se aos 15 anos, tornando-se, em 2002, o piloto mais jovem de sempre a 'debutar' e a pontuar na competição.

Nos três anos na categoria de entrada do Mundial, Lorenzo foi evoluindo, com a primeira vitória a chegar em 2003, no Rio de Janeiro. O título de Moto3 nunca esteve perto, apesar de três vitórias, mas os resultados foram francamente melhorados após a promoção ao Moto2.

Aí, em três anos, conseguiu dois títulos ao volante de uma Aprilia, que lhe abriram finalmente as portas do MotoGP e foi lá, na categoria rainha, que se afirmou definitivamente com piloto de classe mundial.

À chegada, o '99' tinha pela frente a difícil missão de terminar com o domínio do italiano Valentino Rossi, que caminhava para igualar o recorde de oito títulos na categoria principal do italiano Giacomo Agostini.

Fã confesso de videojogos, tardou apenas dois anos (em que viu Rossi triunfar) a terminar com a hegemonia do italiano, numa prestação digna de play-station. O saldo de 2010 impressiona pela regularidade, o que lhe valeu nove vitórias, cinco segundos lugares e dois terceiros, em 18 provas.

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O resultado não podia ser mais claro: número recorde de pontos numa só época, ao conquistar o título com 383 e, finalmente, o reconhecimento dos pares.

Com uma condução agressiva, mas com consciência dos limites, muitos dos principais rivais consideram-no "inquebrável". 'Curvador' exímio, dotado de uma movimentação na moto invejável, Lorenzo trava mais tarde do que todos e as ultrapassagens pelo exterior da curva são a especialidade da 'casa'.

Ainda assim, é a sua força psicológica, aprimorada desde que aos cinco anos competia com colegas de sete e oito, que o distingue dos demais. Com uma autoconfiança insuperável, a vitória é sempre o objetivo, mas Lorenzo sabe melhor do que ninguém quando deve ser segundo.

"Sempre que eu ganho, o Jorge é segundo" chegou a lamentar Dani Pedrosa em 2012, no ano em que ambos lutavam pelo título mundial que acabou pela segunda vez nas mãos de Lorenzo.

A qualidade indiscutível do maiorquino só encontra paralelo na grandeza da sua controversa personalidade, alimentada pela 'eterna' rivalidade com Rossi. Desde o primeiro dia na Yamaha, o termo companheiro foi sempre uma formalidade quando se trata da dupla da equipa japonesa, com lutas desde o primeiro dia dentro e fora da pista.

Se dúvida houvesse, a sua intromissão na polémica Rossi-Márquez, da qual acabou por beneficiar diretamente para a conquista do seu terceiro título, deixou a 'nu' o ambiente de rivalidade máxima entre os dois pilotos da Yamaha.

Nesta época, Rossi, com quatro vitórias, 'vestiu-se' de Lorenzo e 'abusou' da regularidade para chegar à última corrida -- e desde a primeira - na liderança do campeonato, mas neste ano ninguém ganhou mais do que Lorenzo.

Como que assinalar o seu território, o 'ET' maiorquino desceu da moto por sete vezes para, com o típico festejo, cravar a bandeira com o '99' na gravilha e celebrar de novo a conquista do mundial.

Depois de igualado por Márquez no número de títulos, Jorge Lorenzo voltou a destacar-se como melhor piloto espanhol de sempre, contando até agora com 40 vitórias na categoria principal (61 no total) e 97 pódios (135).

Em 2016, o 'piloto completo' volta a ser o número um do mundo e o principal alvo a abater no ano em que procurará entrar para o lote dos tetracampeões.

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