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Manchester City soma terceiro título em quatro anos com portugueses em destaque

Manchester City soma terceiro título em quatro anos com portugueses em destaque

O Manchester City conquistou com grande autoridade e superioridade o terceiro título inglês em quatro anos, numa época em que o treinador Pep Guardiola teve de reinventar a equipa após um início desastroso.

Os "citizens" apenas ganharam três dos primeiros oito jogos, perdendo dois de foram inapeláveis, na receção ao Leicester (2-5) e no reduto do Tottenham (0-2), e, após nove jornadas, seguiam num inacreditável 13.º lugar, ainda que com um jogo em atraso.

Quatro rondas volvidas, e mais dois empates, a situação era similar já a meio de dezembro, altura em que o City seguia no nono posto, ainda com o calendário por regularizar, a oito pontos do campeão Liverpool e a cinco do conjunto de José Mourinho.

A equipa não funcionava e o jogo com o West Bromwich (1-1), à 13.ª jornada, serviu para 'despertar' Guardiola. O próprio admitiu, mais tarde, que a equipa teve de fazer 'reset' e começar de novo, voltar aos fundamentos, com posse de bola, constantes mudanças de posição, jogando muitas vezes sem um avançado fixo, mas com muitos jogadores móveis na frente.

Neste processo, os três internacionais lusos (Rúben Dias, João Cancelo e Bernardo Silva) foram essenciais, sendo quase sempre titulares no 'renascer' dos citizens, que, depois de contabilizaram apenas cinco triunfos nos primeiros 12 jogos, somaram 15 consecutivos, sentenciam a prova a 11 rondas do fim.

De oito pontos de atraso, para o Liverpool, em 19 de dezembro de 2020, o Manchester City passou, em 04 de março, para 14 de avanço em relação ao vizinho Manchester United, num ciclo em que a equipa de Guardiola pareceu, de facto, 'imparável'.

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O desaire caseiro com o United (0-2), em jogo da 27.ª ronda, já chegou tarde, com o City completamente tranquilo, a controlar, e já mais preocupado com as outras provas, sobretudo a Liga dos Campeões, prova em que está pela primeira vez na final.

O Manchester City impôs-se e fê-lo sem precisar de um goleador, já que Sterling (10 golos, em 26 jogos como titular), Gabriel Jesus (oito, em 20), o reforço Ferran Torres (quatro, em 13) e Agüero (dois, em sete) tiveram uma influência muito reduzida.

O médio alemão Ilkay Gündogan é, para já, o melhor marcador da equipa, com apenas 12 golos, mas, mesmo afetado por lesões, a grande referência voltou a ser o belga Kevin De Bruyne, que soma cinco golos e 11 assistências, em 24 jogos, 22 como titular.

No setor recuado, a contratação, já com a época a decorrer, do central português Rúben Dias veio a revelar-se decisiva, já que o ex-jogador do Benfica se impôs mal chegou e foi determinante, com o seu futebol e a sua personalidade, para liderar e estabilizar a defesa.

Rúben Dias é o segundo jogador mais utilizado pelo City na Premier League, perdendo apenas para outro ex-jogador 'encarnado', o guarda-redes Ederson, que, até agora, só falhou um dos 35 jogos dos "citizens" na competição.

À sua frente, Kyle Walker, mesmo sem o fulgor de outras temporadas, Stones e Cancelo, que muitas vezes partiu da esquerda para médio central, também estiveram em bom plano, tal como os menos utilizados Laporte e Zinchenko.

No meio-campo, Rodri cumpriu muito bem um papel mais defensivo, dando liberdade a Gündogan, De Bruyne, Mahrez, Foden ou Bernardo Silva, utilizado algumas vezes como o jogador mais adiantado, como 'vagabundo', sem posição fixa, um pouco à semelhança de Lionel Messi nos anos 'dourados' de Pep no 'Barça'.

O mérito de a equipa funcionar sem um goleador é, essencialmente, do espanhol, que, com a conquista da Premier League pela terceira vez, em cinco anos, passou a somar 'redondos' 10 títulos pelos "citizens", à média de dois por época.

A 'cereja no topo do bolo' será a Liga dos Campeões, indiscutivelmente o grande objetivo do Manchester City, que nunca venceu a competição, ao contrário de Pep, vencedor de duas edições ao comando do Barcelona (2008/09 e 2010/11).

Quanto à Premier League, o City, que há 10 anos apenas somava dois títulos (1936/37 e 1967/68), já vai em sete, que permitem igualar o Aston Villa, no quinto lugar do 'ranking'. Seguem à frente United (20), Liverpool (19), Arsenal (13) e Everton (9).

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