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Marafona e Vukcevic revisitam os tempos do Braga

Marafona e Vukcevic revisitam os tempos do Braga

O senhor dos penáltis e príncipe dos passes saem por momentos da trincheira sanitária e recordam quatro anos de coincidência no Braga. Respondem às perguntas do adeptos nas redes sociais do clube. Uma conversa informal, sem "piiis", sobre os melhores momentos vividos no Minho.

Entre Valência, em Espanha, e Alânia, cidade portuária da Anatólia, no sul da Turquia, entre dois pontos quase extremos opostos do Mediterrâneo, vão 2900 quilómetros em voo de pássaro. As redes sociais trataram de reduzir a distância a nada e de reunir dois ex-jogadores do Braga, contemporâneos no clube minhoto ao longo das últimas quatro épocas. Um reencontro "full HD", de abraços e de muitas histórias comuns nos bastidores braguistas, relatadas em quase uma hora de respostas às questões dos adeptos e até de ex-colegas de equipa.

Em "Duas de Letra", em conversa quase informal decorrida nas redes sociais do Sp. Braga, Marafona e Vukcevic, também eles remetidos a isolamento social, por via da pandemia Covid-19, responderam a todas as perguntas, das mais sérias às mais divertidas, descontraídas e, até, um pouco picarescas. A dada altura, entra no "chat" o médio braguista Palhinha, que pergunta: "Tens saudades do teu colega de quarto?". Respondeu Marafona: "Olha, é o João! Sim, tenho saudades, até daqueles momentos, às quatro da manhã, em que te punhas a ressonar. Põe-te fino, João! Olha que tenho os vídeos e posso-os passar na Gala do Braga...", brincou o guarda-redes de 32 anos (faz 33 a 8 de maio), que agora joga na Turquia, no Alyanaspor.

"Se penso voltar? Sinceramente, por agora, não. Não penso nisso. Tenho mais um ano de contrato. Depois, logo se vê", disse Marafona, ele que, remetido à clausura sanitária, a 4500 quilómetros, sente ainda mais saudades de Portugal e do "bom peixinho" das Caxinas e da Vila do Conde natal.

"Aqui em Valência, a via é boa. Há sol, vive-se bem. Boa comida e bom vinho. Mas nada como em Portugal. Tenho saudades da carne de Portugal", atalhou Nikola Vukcevic, a salivar pela gastronomia minhota e pelos cinco anos que passou em Braga. Mas também ele não considera um regresso imediato. "Tenho mais dois anos de contrato. Depois, logo se verá. Mas é claro que gostava de voltar a vestir a camisola do Braga", diz o médio montenegrino de 28 anos, que joga na liga espanhola, pelo Levante e que também está em isolamento social.

"Já lá vão 25 dias sem sair de casa. Isto vai passar, mas custa", diz Nikola, que recorda os melhores momentos no Minho: "A conquista da Taça de Portugal, os 4-1 ao Fenerbache e, claro, o 5-0 ao Vitória. Até marquei um golo nesse dérbi".

"Marcaste um golo? Deve ter sido o único da tua carreira...", atalhou Marafona, entre risos de ambos e intervenções à distância de colegas e ex-colegas da "pedreira". Além de Palhinha, também Tiago Sá, Raul Silva, Paulinho e Jefferson entraram na conversa, na recordação de muitas vivências.

O melhor treinador? A resposta de Marafona e de Vukcevic foi igualzinha: Paulo Fonseca. "Ensinou-nos muito do que é o futebol", disse o guarda-redes. "Como treinador e como pessoa tem algo especial", diz o centro-campista.

E o melhor jogador? E o mais virtuoso? A resposta foi igualmente decalcada: Rafa e Josué.

Ou como, à distância, os colegas e amigos acompanham o Braga, um mais do que outro: "Sempre que posso, sempre que a diferença horária o permite, vejo os jogos do Braga", disse o vila-condense; "Eu nem tanto. Não gosto de ver futebol na televisão. Vi os jogos com o F. C. Porto e com o Benfica e a primeira parte do jogo da segunda mão com o Rangers. Vou seguindo, mas não vejo muito", afirma o montenegrino, num Português bem fluente.

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