Famalicão - F. C. Porto

Martínez com gelo no jantar vitorioso do dragão

Martínez com gelo no jantar vitorioso do dragão

Avançado espanhol marca dois golos, e não festeja, frente à antiga equipa. Minhotos reagem e empatam nos descontos, mas lance foi anulado por fora de jogo

Dois em dois com muito sofrimento à mistura. A equipa de Sérgio Conceição não quis ficar atrás dos rivais na luta pelo título, e segue 100% vitoriosa no campeonato. Frente à equipa que lhe abriu as portas de Portugal, Toni Martínez assinou os golos portistas que, após um final de tarde muito quente, iam tendo uma sobremesa indigesta à hora de jantar: os famalicenses empataram no quarto minuto de descontos da segunda parte, mas Bruno Rodrigues estava em posição ilegal.

O treinador do F. C. Porto estava preparado para qualquer estratégia montada por Ivo Vieira - até acertou na linha de cinco defesas escolhida pelo técnico da casa -, percebeu que Manafá não estava a conseguir travar o flanco direito do Famalicão, mas não podia adivinhar que Zaidu ia dando cabo do plano. Numa altura em que era preciso segurar a bola e os pontos, o nigeriano falhou um passe junto à área minhota e lançou o contra-ataque que levou à loucura o Municipal. Os adeptos famalicenses festejavam um empate que parecera impossível, mas o VAR viu que Bruno Rodrigues estava 21 centímetros para lá do limite.

O final foi dramático e ia mudando a história de um jogo que começou com a confirmação do excelente momento de Toni Martínez. Depois de ter marcado nos últimos três jogos de 2020/21, o espanhol repetiu a dose nas primeiras jornadas da nova época e, hoje, em dose dupla. Já depois de alguns avisos dos dragões, honra também a quem teve a visão que lançou os foguetes azuis e brancos. Taremi, aos 13 minutos, e Otávio, aos 42, assinaram assistências de luxo que o avançado não desperdiçou. Por respeito aos adeptos do Famalicão, clube do qual se transferiu para o F. C. Porto, não festejou.

Os minhotos mostravam pouco no ataque, mas o intervalo fez muito bem à equipa de Ivo Vieira, que reduziu aos 56 minutos, num cabeceamento de Riccieli a concluir um cruzamento perfeito de Diogo Figueiras. Relançado o jogo, o F. C. Porto sentia dificuldades em manter a posse e, mesmo que os homens da casa não tenham criado muitos lances de perigo, teve de sofrer, literalmente, até ao apito final do árbitro.

Mais:

A eficácia de Martínez, pois claro, e a visão de jogo de Taremi e Otávio decidiram, mas foi Bruno Costa a equilibrar o F. C. Porto. Muito bem a ala direita do "Fama": Diogo Figueiras e Bruno Rodrigues.

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Menos:

Se Conceição tem boas dores de cabeça, a posição de lateral esquerdo não será uma delas: Manafá tremeu e o substituto, Zaidu, ia deitando tudo a perder. Minhotos pouco ofensivos na primeira parte.

Árbitro:

Com o VAR a decidir nos lances de possível fora de jogo, ficou apenas uma dúvida: se o toque de Diogo Costa em Pablo foi suficiente para motivar a queda do avançado na área.

Veja o resumo do jogo:

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