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Messi e Laporta tinham acordo "mas ninguém está acima do Barcelona"

Messi e Laporta tinham acordo "mas ninguém está acima do Barcelona"

Joan Laporta deu esta manhã uma conferência de imprensa para explicar a situação com Messi, que não vai assinar um novo contrato com o Barcelona devido às regras da Liga espanhola. Segundo o presidente dos catalães, as medidas necessárias para que Messi ficasse iriam prejudicar o clube.

O presidente do Barcelona explicou que a continuidade de Messi no clube seria muito complicada, tendo em conta os regulamentos da Liga espanhola., apesar de admitir que o argentino queria ficar e que isso foi um "fator chave".

Mesmo com Messi a ter aceitado uma redução significativa no salário, a La Liga impõe aos clubes espanhóis um teto salarial, ou seja, um limite que cada clube pode gastar em cada temporada tendo em conta uma análise feita por especialistas que trabalham diretamente com a Liga. A situação com o Barcelona é que já está a exceder o limite salarial e estes valores seriam ainda maiores caso Messi assinasse um novo contrato.

"Devido ao regulamento de fair play financeiro da La Liga não temos margem para assinar com Messi. Não podemos assinar o jogador pelos limites salariais, nós já estamos acima da massa salarial mesmo sem o contrato do Messi. Este volume salarial é 110% superior às receitas do clube. A Liga apenas nos pede para seguirmos as regras porque estamos acima dos limites", disse Laporta.

O presidente explicou que para o clube ter uma situação económica mais saudável, que possivelmente permitiria contratar Messi, teria de hipotecar os direitos televisivos. No entanto, isso afetava em demasia as receitas do clube em direitos televisivos e por um período demasiado extenso de 50 anos. "Era algo que prejudicava imenso o clube e ninguém está acima do Barcelona".

"Estamos nisto há dois meses e fomos por diferentes fases. Primeiro acordámos um contrato de dois anos, mas a ser pago em cinco e o jogador aceitou, até apertámos as mãos! Mas depois a realidade foi que o contrato não encaixava com os regulamentos e foi como um banho de água fria". O presidente explicou que a Liga recusou estes contratos porque se rege com base no dinheiro que o clube vai gastar e não em quanto tempo o vai gastar, visto que o Barcelona tentou contornar o tecto salarial ao pagar o mesmo salário a Messi, mas em mais tempo.

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Questionado se não poderia vender jogadores para ganhar espaço para assinar Messi, Laporta explicou o rácio de salários atualmente. "O rácio é 4 para 1, ou seja, para libertar 25 milhões de euros têm de sair 100 milhões. Com alguns jogadores conseguimos uma redução salarial, com outros estamos a negociar, não é um processo fácil".

"Esta negociação acabou. Estamos aqui sem chegar a acordo devido aos limites salariais, a Liga também não é flexível em ampliar o seu tecto salarial", referiu Laporta, acrescentando que não se sente responsável, pois a direção fez "todos os possíveis" para que Messi ficasse no Barcelona "dentro da situação económica do clube". "As negociações estavam a ir bem, pensávamos que a La Liga ia ser mais flexível".

"O Messi não está feliz, ele queria ficar. Todos tínhamos intenções que ele ficasse. Mas ele tem de confrontar uma realidade que não pode ser mudada".

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