Rio Ave

Miguel Cardoso: "Estão a passar-me muitas coisas pela cabeça"

Miguel Cardoso: "Estão a passar-me muitas coisas pela cabeça"

O treinador do Rio Ave, Miguel Cardoso, elogiou o caráter da equipa na derrota (2-0) desta quarta-feira frente ao Sporting, em jogo da 31.º jornada, e mostrou-se bastante agastado com algumas decisões da equipa de arbitragem liderada por Fábio Veríssimo.

"O que esperava era um Sporting muito pressionante, que nos iria limitar muito as nossas ações ofensivas, que iríamos ter na nossa primeira e segunda fases de construção e que nós iríamos resistir durante esse período, e, obviamente, encontrar os espaços certos para conseguir jogar. E foi o que aconteceu, uma entrada forte do Sporting, a minha equipa nem sempre conseguiu encontrar esses espaços e quando o jogo teve tendência para ser diferente houve uma quebra de energia normal", começou por analisar o treinador dos vila-condenses.

Visivelmente agastado, Miguel Cardoso fez por não comentar a arbitragem de Fábio Veríssimo. "Estou a fazer um esforço para falar de futebol, estão a passar-me muitas coisas pela cabeça. Vou fazer o esforço de falar de futebol, de futebol jogado por seres humanos, um futebol de emoções, de gestão, que se joga com as pernas, os braços, a cabeça, o corpo e no qual há reações a um metro, 30 ou 50 centímetros. Se eu reagisse para tocar no microfone eu tocaria no microfone,, você não tinha tempo de o tirar", salientou.

E prosseguiu: "Por isso, vou falar de futebol e dizer que a minha equipa teve caráter para vir para a segunda parte assumir o jogo frente a uma equipa que joga para ser campeã, provavelmente será campeã nacional. E não teve receio do jogo e teve força, energia e muita vontade e é num momento de alguma perturbação emocional em função de um conjunto de coisas que aconteceram fora de campo e que criaram alguma instabilidade momentânea, apareceu o segundo golo e tornou-se difícil de gerir o resto do jogo".

O treinador do Rio Ave pediu alguma sensibilidade na tomada de decisões. "O que eu vou dizer não tem nada a ver com o Sporting. Eu também ouvi conversas dentro de campo de jogadores de parte a parte e o que ouvi é muito claro [sobre o lance do penálti], mas abstenho-me de as dizer aqui. O que é fundamental percebermos é que o futebol é jogado por pessoas que têm reações e não podem jogar de braços em baixo, encostados... É impossível eu esticar os braços para disputar uma bola, é uma questão de equilíbrio"

"A forma como se joga futebol, hoje em dia, é incrível e há que ter essa sensibilidade, pois joga-se por muitas coisas e trabalhamos todos da mesma maneira. O futuro campeão nacional não trabalha de maneira diferente que trabalha o Rio Ave, nós também já estivemos noutras andanças e este ano a situação é complicada, mas somos os mesmos. Eu também já trabalhei no Sporting, estive muitos anos no F. C. Porto e não é a camisola que faz a diferença em nós. Não deve ser. Devemos ser jogados pelo lance em si e a mim pareceu-me um lance absolutamente do futebol e o jogo virou", justificou.

E finalizou: "Não é uma crítica à arbitragem deste jogo, é um apelo às pessoas que tenham esse cuidado, pois jogam-se muitas coisas e as decisões têm de ser tomadas com essa ponderação".

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