Fórmula 1

Monte foi bancada improvisada para quem não tinha bilhete

Monte foi bancada improvisada para quem não tinha bilhete

Algumas dezenas de amantes da Fórmula 1 estiveram, na tarde deste sábado, num monte junto do Autódromo Internacional do Algarve, para verem "o possível" da sessão de qualificação para o Grande Prémio de Portugal, marcado para este domingo em Portimão.

Tal como em alguns estádios de futebol, onde varandas de prédios próximos permitem ver boa parte do relvado, houve quem se aproximasse, na tarde deste sábado, do Autódromo do Algarve para espreitar o possível. No caso, uma curva em descida acentuada, que se deixa ver de um monte próximo.

"Chegámos sexta-feira ao Algarve, mas só temos bilhetes para a prova, no domingo, pelo que resolvemos vir para sentir já hoje um bocadinho do ambiente", contaram ao JN Rui Rodrigues, de Matosinhos, e António Leitão, do Porto. Os dois jovens, amantes fervorosos do desporto automóvel, até tinham planeado uma tarde diferente, mas a pandemia trocou-lhes as voltas.

"A nossa ideia era espreitar aqui um bocadinho a qualificação e irmos acelerar no kartódromo, mas este está fechado, provavelmente devido à pandemia", revelaram.

Noutro grupo vindo do Norte, Luís Alves veio de Espinho e até queria assistir na bancada à qualificação, mas viu os seus planos frustrados, porque, na manhã deste sábado, quando tentou comprar bilhetes, estes já estavam esgotados. "Temos de nos contentar com a prova amanhã, mas vamos procurar divertir-nos durante o resto do tempo", referiu.

Luís, com os amigos Pedro e João, além de espreitarem as acelerações na curva visível do monte, tentavam, a todo o custo, acompanhar a transmissão através do telemóvel. Mas sem grande sorte, porque junto ao Autódromo Internacional do Algarve a cobertura de rede é "muito fraca".

As queixas de falta de rede eram, aliás, comuns aos milhares de pessoas que, após a prova, tentavam fazer chamadas ou consultar as redes sociais. Alguns até tentavam encontrar familiares ou amigos, que tinham ido buscar os carros aos parques mais afastados, quando se confrontaram com as dificuldades na comunicação.

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