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Morreu Emídio Pinto, decano do ciclismo português

Morreu Emídio Pinto, decano do ciclismo português

O decano dos directores-desportivos do ciclismo português, Emídio Pinto, faleceu na véspera de Natal, ao 79 anos, em Vila Nova de Gaia.

Emídio Pinto, a "velha raposa", como era conhecido no pelotão, treinou grande parte dos ídolos da modalidade desde que, em 1964, iniciou a sua profícua carreira como director-desportivo.

Dos sucessos de Marco Chagas ao inusitado triunfo de Manuel Zeferino - com uma fuga de 12 minutos na Volta a Portugal 1981, Emídio Pinto foi sempre uma figura de referência do ciclismo desde que terminou a carreira de ciclista -após 11 Voltas a Portugal - e iniciou-se como treinador.

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Nos anos em que esteve arredado das equipas, Emídio Pinto desempenhou cargos na organização da Volta a Portugal - na estrutura do JN - e sempre se notabilizou pela sua ligação afectiva ao F. C. Porto, clube no qual regularmente era saudado pelos adeptos aquando das jornadas futebolísticas no Estádio do Dragão.

Nasceu na Freguesia de Santa Marinha, concelho de Vila Nova de Gaia, a 29 de Março de 1932.

Como ciclista representou o Sangalhos e o F. C. Porto, tendo sido considerado, pelos seus adversários, um corredor temível durante a sua carreira de 1950 a 1962.

Como treinador e director desportivo comandou o F. C. Porto, Coimbrões, Sporting C.P., Canidelo, Ruquita/Feirense, Madeinox e Louletano, tendo ganho muitas provas e sendo ainda hoje, conjuntamente com Manuel Zeferino, o treinador que mais Voltas a Portugal ganhou.

Foi ainda seleccionador nacional e muitas vezes comparado a José Maria Pedroto, pelo estilo e pela argúcia.

Emídio Pinto teve uma vida inteira dedicada ao ciclismo.

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