Desporto

Mourinho admite regresso à faculdade em caso de desemprego prolongado

Mourinho admite regresso à faculdade em caso de desemprego prolongado

O treinador José Mourinho garantiu, esta segunda-feira, que será um prazer regressar à Faculdade de Motricidade Humana, onde se licenciou há mais de 20 anos, se voltar a estar desempregado durante algum tempo.

"Se o futebol me proporcionar mais alguns meses de desemprego, que espero que não aconteça, seria um prazer enorme regressar", disse Mourinho, num debate com alunos da faculdade, onde recebe o doutoramento "honoris causa" da Universidade Técnica de Lisboa.

José Mourinho mostrou-se mesmo disponível para, "dentro das limitações actuais", trabalhar com a FMH, num curso de mestrado ou em seminários.

O treinador do Inter de Milão lembrou que cada vez mais as equipas técnicas dos clubes são multidisciplinares, referindo que pode existir a oportunidade de alguns dos alunos presentes poderem vir a trabalhar com ele.

Mourinho pediu aos alunos da FMH que lutem pelos seus sonhos, mostrando-se como um exemplo: "não sou exemplo em muitas coisas, mas quero ser exemplo no sentido de que tive um sonho e fui atrás dele".

O técnico luso considerou que o curso superior foi importante na sua carreira, mas admitiu que seria sempre treinador de futebol, mesmo sem licenciatura.

"Se não tivesse licenciatura de certeza que seria treinador de futebol, seria um treinador assim-assim, mas não seria o treinador que sou hoje", disse.

O treinador, que disse rever-se em cada um dos alunos da FMH, lembrou que "o mediatismo não faz o sucesso das pessoas, o sucesso das pessoas é feito pela sua competência e pela forma como se ligam aos outros".

José Mourinho admitiu ser um treinador com dúvidas e considerou que "os alunos devem ir bem preparados na área da gestão dos recursos humanos".

Definindo-se como um homem "muito exigente" consigo próprio e disposto a trabalhar "até à exaustão", Mourinho admitiu "procurar defeitos mesmo nas coisas que parecem perfeitas".

José Mourinho garantiu que com o tempo se tornou um treinador mais tranquilo que já não é capaz de "ir até ao não fair-play", mas confessou que às vezes ainda lhe apetece "rasteirar o adversário quando está junto à linha".