O Jogo ao Vivo

Futebol

Mourinho feliz em Roma, magoado com o Tottenham e confiante no Chelsea

Mourinho feliz em Roma, magoado com o Tottenham e confiante no Chelsea

Treinador português abordou vários aspetos dos últimos anos de carreira em entrevista à Sky Sports, na qual mostrou estar motivado com o projeto na Roma, magoado com o despedimento do Tottenham e ainda confiante no sucesso futuro do Chelsea, apesar do período de instabilidade que o clube londrino vive.

A Roma atingiu na semana passada a final da Liga Conferência e José Mourinho estava visivelmente emocionado no final da partida. O técnico explicou que conseguiu absorver todos os sentimentos vividos naqueles momentos. "Foi incrível porque foi uma reflexão do que estamos a construir aqui, é um projeto diferente dos que tive no passado. No final, ver como estava o estádio, a felicidade dos adeptos e dos jogadores... todos os que trabalham no clube jogaram, de certa forma, aquele jogo. As pessoas podem dizer que não é a Liga dos Campeões, mas é a nossa Liga dos Campeões", explicou.

O treinador da Roma afirmou que na próxima época o plano passa por se apurar para a Liga dos Campeões, mas reconhece que a tarefa não é fácil, dadas as contratações dos rivais. "Vamos tentar a Champions, claro, mas quando vês os investimentos das outras equipas como Inter, AC Milan e Juventus, percebes que três dos quatro lugares de apuramento já devem estar fechados. Porém, acredito que vamos conseguir", começou por dizer o português. "Na segunda metade desta época, no mercado de inverno, fizemos pequenas mudanças que melhoraram a equipa, mas não tenho a sorte de alguns treinadores, que podem comprar quem quiserem", disse, sobre o mercado de transferências.

PUB

José Mourinho abordou ainda o despedimento do Tottenham, o último projeto antes da Roma, recordando que abandonou o clube antes de uma final, neste caso da Taça da Liga inglesa. "Não tenho remorsos, vejo as coisas como elas são mas, sim, magoou um pouco. Existem boas pessoas no Tottenham e desejo-lhes o melhor, mesmo para o Sr. Levy [presidente]. Mas para alguém com a minha carreira e o meu historial, penso que foi algo estranho, apesar de ter aberto a porta para que eu fosse para a Roma, onde estou muito feliz", explicou.

O treinador português falou também da situação atual do Chelsea, caraterizando-a como "difícil". Os londrinos foram recentemente vendidos, após as sanções aplicadas a Roman Abramovich, antigo dono, pela comunidade internacional, na sequência da invasão da Ucrânia por parte da Rússia.

"É um momento difícil e até o consegues sentir ao nível do futebol, porque perderam aquele nível de excelência e estabilidade. Se me perguntares se tenho alguém que gostaria que assumisse as rédeas do meu Chelsea, eu dir-te-ia que sim, mas não diria quem. O clube atingiu um nível tão alto que não interessa quem está lá, o Chelsea será sempre o Chelsea e a minha casa continuará a estar a 200 metros do estádio. Eu quero continuar a ouvir o som da felicidade e do sucesso e estou convicto de que assim será" finalizou.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG