Gil Vicente - Sporting

Mudança tática de Amorim acelera leões nos vermelhos

Mudança tática de Amorim acelera leões nos vermelhos

O décimo êxito seguido na Liga foi obtido... dez contra dez! Após meia hora recheada de casos, técnico leonino mexeu nas opções e foi a tempo de garantir os três pontos

O Sporting passou o teste com o Gil Vicente, somou a décima vitória consecutiva na Liga e isolou-se, ainda que à condição, na liderança, mas teve de apelar ao espírito de sacrifício e à perspicácia de Ruben Amorim para sair deste difícil compromisso sem danos a lamentar. Uma primeira parte quezilenta, com uma expulsão para cada lado, aqueceu demasiado o jogo, mas foi a reorganização no onze operada pelo treinador leonino a catapultar os campeões nacionais para um triunfo indiscutível, que coloca pressão sobre F. C. Porto e Benfica, que só jogam domingo.

O técnico vaticinara um compromisso exigente face ao bom desempenho que o Gil Vicente tem tido. As coisas até pareciam que iam ser menos complicadas com uma expulsão de Fujimoto ao minuto 12, devido a entrada dura sobre Matheus Reis, mas pouco depois Luís Neto agrediu Pedrinho e foi expulso, numa situação escrutinada pelo VAR, tal como no caso da expulsão do gilista. Com o Sporting a denotar embaraço face ao atrevimento dos minhotos, Amorim prescindiu de Sarabia, lançou Nuno Santos e derivou Matheus Reis para a linha defensiva de três jogadores. O Sporting reorganizou-se, mas ainda falhou um penálti, com Pedro Gonçalves a permitir a defesa de Frelih, após falta de Vítor Carvalho sobre Ugarte, que o árbitro não viu, mas o VAR alertou.

Na segunda parte, o Sporting colocou de lado a questão emocional e pegou na partida. Em nove minutos, marcou dois golos, cavando fosso relevante no encontro. Rúben Fernandes fez um corte defeituoso e Nuno Santos aproveitou para desfazer o nulo. A seguir, lance feliz para os leões: remate de Pedro Gonçalves e desvio de Gonçalo Inácio.

Mesmo com quase meia hora por jogar, a habitual coesão defensiva ajudou o Sporting a segurar a vantagem. Os leões geriram o marcador e nos descontos foram além, com Paulinho a servir Daniel Bragança para o definitivo 0-3.

Mais

Ruben Amorim ganhou o duelo dos bancos. Nuno Santos entrou bem e desfez o nulo. Defesa leonina travou o atrevimento de Fran e Samuel Lino.

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Menos

Agressão de Neto foi atitude reprovável. Fujimoto imprudente, na falta sobre Matheus Reis. Pote desinspirado e Rúben Fernandes infeliz.

Árbitro

O VAR João Pinheiro ajudou a eliminar os maiores erros de Tiago Martins: corrigiu expulsões e sancionou penálti claro, que o árbitro não vira.

Veja o resumo do jogo:

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