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"Muito desapontado", Djokovic respeita deportação decidida pelo tribunal

"Muito desapontado", Djokovic respeita deportação decidida pelo tribunal

Novak Djokovic ficou "muito desapontado" com a decisão de um tribunal federal australiano, que indeferiu o recurso do tenista sérvio, mantendo a decisão de o deportar da Austrália.

"Estou muito desapontado com a decisão de indeferir o meu pedido de revisão do cancelamento do meu visto, o que significa que não posso ficar na Austrália e participar no Open da Austrália. Respeito a decisão do Tribunal e vou cooperar com as autoridades competentes em relação à minha saída do país", disse Novak Djokovic, em comunicado enviado à Comunicação Social.

"Incomoda-me que o foco nas últimas semanas tenha estado em mim e espero que agora todos possamos concentrar-nos no jogo e no torneio que amo. Desejo tudo de bom aos jogadores, dirigentes do torneio, funcionários, voluntários e adeptos", adianta Djokovic.

"Por fim, gostaria de agradecer à minha família, amigos, equipa, adeptos e aos meus companheiros sérvios pelo apoio contínuo. Foram todos uma grande fonte de energia para mim", lê-se no comunicado. Agora vou tirar algum tempo para descansar e recuperar-me, antes de fazer mais comentários", acrescenta o tenista número um do mundo.

Três juízes do Tribunal Federal confirmaram, este domingo, a decisão tomada na sexta-feira pelo ministro australiano da Imigração de cancelar o visto do sérvio, de 34 anos, por "motivos de saúde e interesse público", ao abrigo da Lei da Imigração.

A decisão significa provavelmente que Djokovic vai permanecer detido em Melbourne até ser deportado. Uma ordem de deportação inclui também, geralmente, uma proibição de três anos de entrar no país.

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O visto de Djokovic foi inicialmente cancelado a 6 de janeiro no aeroporto de Melbourne, horas após a chegada do sérvio para competir no primeiro "Grand Slam de 2022". Um funcionário fronteiriço cancelou o visto depois de decidir que Djokovic não era elegível para uma isenção médica das regras da Austrália para visitantes não vacinados.

Djokovic recorreu e anunciou que tinha uma autorização especial da organização do torneio para jogar o Open da Austrália, por ter sido infetado com covid-19 em meados de dezembro. Na segunda-feira, um juiz anulou o cancelamento do visto do tenista sérvio. Após cinco dias num centro de detenção, foi libertado e instalou-se num hotel de Melbourne, começando a treinar para o torneio.

Nos dias que se seguiram, Djokovic foi obrigado a reconhecer que errou ao não ficar em isolamento após conhecer o alegado teste positivo, a 16 de dezembro, tendo participado numa entrevista com o jornal francês "L'Equipe" e numa entrega de prémios a crianças, quando devia estar em confinamento.

No formulário de entrada na Austrália assinalou com "Não" a resposta à pergunta se tinha viajado nos 14 dias anteriores à chegada àquele país. As redes sociais de Djokovic mostraram-no em Espanha no início de janeiro. O tenista justificou a resposta errónea com uma falha da equipa que o acompanha, que se enganou no preenchimento do formulário.

Face a estas polémicas, e de acordo com a lei australiana, o ministro da Imigração reavaliou o caso e ordenou, na sexta-feira, novamente a revogação do visto, alegando que a presença de Djokovic no país pode constituir um risco para a saúde e "ser contraproducente para os esforços de vacinação de outros na Austrália".

Djokovic voltou a ser detido e recorreu da decisão, avaliada este domingo por um tribunal federal, que não deu provimento ao pedido de recurso do sérvio. "Match point" para a Justiça australiana.

Djokovic fica assim impossibilitado de disputar o Open da Austrália, que começa na segunda-feira, o primeiro "Grand Slam" da temporada, que já venceu por nove vezes: 2008, 2011, 2012, 2013, 2015, 2016, 2019, 2020, 2021.

Djokovic procurava a 10.ª vitória na Austrália e a 21.ª em torneios do Grand Slam, que desempataria o duelo a três com o suíço Roger Federer e o espanhol Rafael Nadal - o trio de ilustres com mais triunfos em "majors", 20 cada.

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