Caso dos emails

F. C. Porto acusa Benfica de "fazer bullying às empresas"

F. C. Porto acusa Benfica de "fazer bullying às empresas"

No programa Universo Porto da Bancada, no Porto Canal, Francisco J. Marques explicou o procedimento por detrás do qual o Benfica está a notificar quem descarregou emails.

"Importa reforçar quem está a receber cartas foi porque fez downloads de sites disponibilizados pelo próprio Benfica. Quando se faz a importação de ficheiros psd para Outlook, automaticamente envia um email para o Pedro Guerra. Qualquer pessoa com conhecimentos poderia fazer isto e o Benfica não ter responsabilidade disso. Mas a partir do momento que o Benfica envia a carta, faz isso de forma premeditada e consciente. A carta é uma forma de bullying às empresas. Havia pessoas que conseguiam fazer o download e disponibilizavam os emails em locais de fácil acesso", começou por explicar.

"Estamos perante uma situação invulgar, que é o próprio Benfica estar a disponibilizar os próprios emails. Não há razão para o Benfica se queixar do que quer que seja. Estão-se a queixar de divulgação de correspondência privada e é alguém do Benfica ou do próprio Benfica que o faz? Não tenho de ter uma opinião avalizada sobre isto. Duvido que quem recebeu tenha a temer o que quer que seja. Não me parece que seja um crime do que quer que seja", acrescentou.

O diretor de comunicação dos dragões desmentiu, ainda, a ideia de João Correia, advogado do Benfica, que afirmou que o sistema apenas tinha enviado um recibo de leitura.

"O que o advogado do Benfica diz é completamente falso. Não é um recibo de leitura, é um email que é enviado para o endereço do Pedro Guerra sem consentimento da pessoa, é uma armadilha que foi colocada nesses ficheiros de download, que faz com que se envie uma mensagem com os dados da pessoa que descarregou os ficheiros".

Francisco J. Marques foi mais longe e acusou, ainda, o Benfica de agir contra a lei.

"O Benfica não é uma autoridade. Se me roubarem a carteira, tenho que fazer queixa à polícia, mas o Benfica age como se fosse um Estado dentro do próprio Estado e ainda se acha no direito de enviar mensagens para as empresas. É uma prática que está em linha com aquilo que têm sido as práticas do Benfica nos últimos anos, é o comportamento padrão do Benfica, à margem da lei, acha que está acima de tudo".