Jogos Olímpicos

Ninguém sabe de Carolina Borges

Ninguém sabe de Carolina Borges

A velejadora Carolina Borges, que, na terça-feira, deveria ir para o mar para a estreia olímpica na classe RX:S (prancha à vela), avisou que não iria competir. Alegou, via email, motivos médicos e ficou incontactável.

A meio da manhã , Mário Santos, chefe da Missão Olímpica de Portugal em Londres, recebeu um email da velejadora Carolina Borges Mendelblatt. "Era telegráfico. Apenas dizia que não iria participar na prova, por motivos pessoais e médicos", revelou o dirigente. "Fiquei estupefacto e de imediato tentei contactar a atleta, mas não consegui. Aliás, ninguém da Missão conseguiu", revelou Mário Santos, que não teve outro remédio que não cancelar a inscrição da velejadora.

Carolina, casada com o velejador norte-americano da classe Star, Mark Mendelbatt, também ele a competir em Weymouth (local onde decorrem as regatas, a 400 quilómetros de Londres), não estava alojada da aldeia dos atletas e ficou num hotel com o marido, com o consentimento da chefia da Missão.

"Estranhamos muito, pois a comitiva da vela tem um acompanhamento médico permanente e nada foi reportado. Também não pode ter sido um caso de doping, pois seríamos os primeiros a saber", referiu.

A atleta treinou normalmente na véspera e preparava-se para a estreia olímpica com as cores de Portugal, depois de, em 2004, em Atenas, ter competido pelo Brasil.

Mário Santos informou que "já foi acionado o necessário procedimento disciplinar", escusando-se a considerar se os subsídios à velejadora terão de ser devolvidos ou não. "Temos uma declaração escrita. Vamos informar a organização, para justificar a ausência da atleta", concluiu.

O chefe da Missão seguiu depois para Weymouth, mas não "descobriu" Carolina.

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