F. C. Porto

"No F. C. Porto ou vencemos ou vencemos", diz Paulo Fonseca

"No F. C. Porto ou vencemos ou vencemos", diz Paulo Fonseca

Paulo Fonseca, novo treinador do F. C. Porto, manifestou-se esta segunda-feira "motivadíssimo para dar continuidade à senda de grandes vitórias" do clube, depois de ter assinado por duas épocas com o tricampeão nacional de futebol.

"Aqui, o compromisso com a vitória é permanente. Nesta casa respira-se um ar contagiante da vitória, aqui, ou vencemos ou vencemos. Estou preparadíssimo para encarnar este espírito. Estou motivadíssimo para conseguir dar continuidade à senda de grandes vitórias do F. C. Porto", afirmou Paulo Fonseca, em declarações ao Porto Canal.

Depois de ter conduzido o Paços de Ferreira ao terceiro lugar da I Liga, o treinador de 40 anos, natural de Nampula, sucede a Vítor Pereira, vencedor dos dois últimos títulos de campeão do F. C. Porto, que assinou contrato por dois anos com o Al-Ahli, da Arábia Saudita.

Paulo Fonseca disse ser um "enorme orgulho, uma sensação maravilhosa poder representar o F. C. Porto", revelando que a situação vivida nos últimos dias "foi fácil de gerir", apesar de "alguma ansiedade", e prometeu apresentar uma equipa dominadora.

"Acima de tudo, sou treinador ambicioso e isso tem sido revelado nas minhas equipas. Gosto de ter equilíbrio nas minhas equipas. É fundamental que possamos gerir os jogos com bola. É uma marca das minhas equipas. Temos de ser equipa dominadora, sempre instalada no meio campo adversário e no F. C. Porto isso tem de ser uma realidade. Temos de ser uma equipa altamente pressionante e, para isso acontecer, temos de ser equipa solidária, unida, que é uma das marcas do FC Porto a que quero dar continuidade", afirmou o técnico.

Sobre o facto de a sua capacidade para gerir planteis ter sido elogiada pelos seus jogadores no Paços de Ferreira, Paulo Fonseca disse que "essa é a maior recompensa para um treinador", acrescentando que esta é "uma profissão de relações intensas, e gerir as emoções não é fácil", algo que considera "fundamental para o sucesso da equipa".

Paulo Fonseca, antigo defesa central que chegou a estar vinculado ao F. C. Porto em 1995, mas que acabou por ser emprestado ao Leça, mostrou-se mais confiante nas suas capacidades como técnico: "Acredito muito mais no Paulo Fonseca como treinador do que como jogador. Ao Paulo Fonseca jogador faltava alguma coisa para poder representar o F. C. Porto. Agora, parece-me o momento ideal para chegar aqui", sublinhou.

O presidente do F. C. Porto, Pinto da Costa, defendeu que esta "não é uma aposta arriscada" mas sim "consciente", considerando que, apesar da sua pouca experiência, o treinador tem "competências" e "é uma pessoa madura".

"Embora tenha carreira curta, não conheço nenhum treinador que tenha conseguido levar o Paços de Ferreira, uma equipa que começa campeonato na expectativa de não descer, à Europa à frente dos 'sportings', o de Braga e o de Lisboa. Não vejo onde pode estar o risco, quando tem uma carreira, embora curta, com mais êxitos do que anteriores treinadores que vieram a ter muito sucesso no F. C. Porto", afirmou o líder dos "dragões".

Pinto da Costa afirmou que escolheu Paulo Fonseca por ser "admirador das qualidades e sobretudo da forma como jogam as suas equipas, disciplinas ambiciosas, com bom jogo e que faziam do resultado um fator importante".

"Entendemos na administração que tinha todos os requisitos para continuar estes anos de sucesso. Naturalmente, espero que venha a ter mais", acrescentou Pinto da Costa, realçando que não se tem dado mal com treinadores lusos, lembrando que "as vitórias internacionais, europeias, foram alcançadas com portugueses", designadamente com Artur Jorge (Taça dos Campeões em 1997), José Mourinho (Taça UEFA em 2003 e Liga dois Campeões em 2004) e André Villas-Boas (Liga Europa em 2011).