Benfica-Portimonense

Nota artística a abrir e credo na boca a fechar

Nota artística a abrir e credo na boca a fechar

Águias entraram a todo o gás e chegaram ao intervalo a vencer por 2-0. Depois passaram por dificuldades e acabaram com o coração nas mãos

Um Benfica claramente de duas faces terminou o ano com um triunfo (2-1) diante do Portimonense e cumpriu o objetivo de recuperar a distância de dois pontos para o líder Sporting.

Na Luz, as águias mostraram ainda competência para idealizar um jogo atrativo, com sentido estético e de alta rotação ofensiva, durante um pouco mais de meia hora. Nesse período revelaram nota artística, desenharam uma vantagem confortável e não deixaram o adversário respirar.

Contudo, colocados perante a reação algarvia, na segunda parte, recuaram no campo, tornaram-se num conjunto reativo e perderam o controlo do jogo. Os fantasmas do passado recente voltaram à Luz e a equipa acabou o duelo com o credo na boca e a suspirar pelo apito de Tiago Martins. O onze de Paulo Sérgio, algo permissivo na primeira parte, teve o mérito de nunca desistir e não andou longe de estragar o "reveillon" dos encarnados.

O Benfica entrou com dinamismo e a fazer lembrar parte da imagem evidenciada no início da época. A equipa jogou de forma enérgica, num autêntico carrossel ofensivo para desnorte dos algarvios. Darwin selou o primeiro golo, após uma combinação entre Waldschmidt e Rafa. O mesmo trio repetiu a ação mas com os papéis invertidos, cabendo a Rafa a assinatura do 2-0.

O Portimonense só conseguiu soltar-se já perto do intervalo e apostou nas descidas de Luquinha que ainda tirou Otamendi do próximo jogo - o argentino viu um amarelo e falha o Santa Clara. As entradas de Anderson e Beto, ao intervalo, acentuaram a melhoria dos algarvios.

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Os encarnados sentiram a melhoria do adversário, recuaram e passaram a apostar no contra-golpe. Darwin falhou o golo da tranquilidade e Luquinhas esteve perto de marcar. Apesar do insucesso, os algarvios lutaram sempre pela reabertura da discussão, que só chegou no período de descontos. Um golo que deixou as águias com o coração nas mãos e a suspirar pelo apito final. Só aí descansou.

Veja o resumo do jogo:

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