Taça de Portugal

Nuno Campos: "Temos de agarrar a oportunidade com as duas mãos"

Nuno Campos: "Temos de agarrar a oportunidade com as duas mãos"

Técnico dos beirões reconhece dificuldades emocionais após a despromoção mas acredita na conquista da Taça de Portugal. Foi surpreendido com uma pergunta sobre o passado na Ucrânia.

O Tondela viveu uma "grande desilusão" com a descida de divisão, mas Nuno Campos, treinador do emblema tondelense, assegura que a equipa está preparada. "Naturalmente que era um jogo que queríamos ter preparado de outra forma. Grande desilusão no desafio anterior, onde a quatro minutos do fim tínhamos os objetivos conseguidos e depois foi a desilusão. Preparar este jogo não foi fácil, mas penso que estávamos bem preparados. Sabemos do poderio do F. C. Porto, que é o campeão nacional, com recorde de pontos, Sérgio Conceição fez um excelente trabalho, que foi três vezes campeão em cinco anos. Apesar do favoritismo do F. C. Porto temos hipóteses para ganhar. Vamos enfrentar uma equipa muito forte, mas temos uma vontade muito grande para vencer. Temos uma grande alma", referiu o técnico, afirmando que a final é uma oportunidade que pode ser única.

"Temos de aproveitar este jogo. Temos de nos agarrar com as duas mãos, cerrar os dentes, ir para o jogo e tentar combater o poderio que o F. C. Porto tem, mas temos sempre as nossas chances. Temos de aproveitar algum percalço do F. C. Porto. Este jogo pode mudar a carreira dos jogadores. Temos de nos agarrar para uma oportunidade de todos eles conseguirem aparecer num clube de outra dimensão. Vamos jogar para tentar mudar a vida de dois ou três jogadores. Passei essa experiencia, porque já vi acontecer. De repente faz um golo, é a estrela do jogo e faz um contrato que não tem nada a ver com o que tinha", referiu o técnico, antes de falar da experiência pessoal que já tem em finais da Taça.

"Quando entrei no Jamor com o Campomaiorense [enquanto jogador] tinha 22 anos, hoje sou um treinador com experiência acumulada. Tive muitas experiências ao longo da carreira a outros níveis e quando entro aqui o meu coração bate menos do que na outra altura. Sinto que é um momento histórico para o clube. Foi difícil aqui chegar. Tenho de dar uma palavra ao treinador anterior que tem um grande peso, mas estes jogadores estão aqui desde o início e merecem", disse, abordando também o futuro à frente do Tondela. "O importante agora é o amanhã, esse é o verdadeiro futuro", limitou-se a dizer.

Por fim, o técnico, que enquanto adjunto de Paulo Fonseca passou três temporadas na Ucrânia, ao serviço do Shakthar Donetsk, foi questionado sobre a atual situação na Ucrânia. "A Ucrânia esta no meu coração por muitas razões. Falei há alguns dias com pessoas que estão lá, amigos, e é difícil para mim falar sobre a Ucrânia e as pessoas. São como meus irmãos. Estão a passar por um momento difícil e quando pensamos que temos problemas, não temos nenhum. O futebol é um jogo, fazemos o que gostamos e estive três anos na Ucrânia com estas pessoas incríveis. E difícil falar nesta altura. São como um irmão e quando assim é, sentimos a dor como se fosse nossa. Espero que isto passe em breve", disse, visivelmente emocionado.

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