Braga

Olá, Mágico Braga

Bem-vindo de volta! E bem-vindo de volta também este desporto que tanto e tantos amamos, mas nem todos sabemos respeitar. E é por aí que vou, depois da mais longa paragem forçada destas já longas décadas de futebol fenómeno global, pois tive tempo para pensar e sentir o que realmente me falta.

E és tu Braga, belíssimo clube e belíssima equipa que tantas vezes nos últimos 15 anos elevaste o jogo ao estatuto de arte, que venceste troféus com qualidade em campo, muitas vezes a mesma que demonstraste quando os perdeste, mas sempre a deixar na memória de quem te viu aquele perfume que só certos detectarão e que é o da qualidade intrínseca de quem soube crescer com valor! O perfume de quem esta época já venceu um troféu e teve o brilhantismo de em menos de um mês vencer de seguida os maiores rivais (e maiores clubes) por cinco vezes com futebol de enorme craveira! (Trata-se de um texto sobre futebol, não posso deixar de usar certas expressões recorrentes sob pena de não me levarem a sério!) És tu que me fazes falta pela paixão que me inspiras e pela beleza do que executas.

Mas agora que estás de volta não posso deixar de pensar no que aí vem de diferente. E não te querendo minimizar, até porque não o conseguiria, tenho de referir aqueles que vão estar ausentes e serão talvez a parte mais essencial da glória deste jogo: os adeptos! Como vai ser sem eles? Teremos sequer a noção da diferença que sempre fizeram e farão? É como se fossem só jogos à porta fechada. Mas jogos à porta fechada são normalmente um castigo e neste caso ninguém se portou mal. Ou se calhar portamo-nos todos mal há demasiado tempo, por isso este vírus (que até é redondo como uma bola de futebol) veio dar-nos a oportunidade de repensarmos isso. Porque o nosso clube é sempre o melhor do mundo, ganhe ou perca. Mas se é verdade que não há vitórias morais, não o é menos que não pode haver vitórias sem moral.

Força Mágico Braga!

* Natural de Braga, 48 anos. Humorista, adepto do Braga

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