Grande Prémio JN

Orçamentos fazem diferença mas nunca são suficientes

Orçamentos fazem diferença mas nunca são suficientes

Equipas portuguesas, mesmo lutando por objetivos distintos, querem mais apoio das empresas à modalidade e garantem que o investimento dá retorno.

Como em qualquer desporto, quem investe mais dinheiro nos respetivos projetos tem mais chances de conseguir bons resultados. Nesse aspeto, a Glassdrive/Q8/Anicolor constitui um bom exemplo, porque tem o maior orçamento do pelotão do Grande Prémio JN/Leilosoc, com 850 mil euros, e é a equipa em destaque esta temporada.

"Ter um orçamento maior nem sempre significa ser a melhor equipa. É preciso ter sorte nas contratações e visão do ciclismo. Felizmente, reunimos todos esses aspetos, mas também porque investimos muito", disse Rúben Pereira, diretor desportivo da formação de Águeda, garantindo, ainda assim, que os "850 mil euros são escassos e todo o dinheiro está contado".

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Essa ginástica de gestão é também feita por várias equipas de clube, cujos orçamentos são bem menores e ainda contemplam toda a formação. Na ACDC Trofa, o diretor desportivo José Martins, "faz contas a todos os cêntimos dos 70 mil euros de orçamento anual", e garante que a missão "é quase impossível". "Muitas vezes nem acredito como conseguimos pôr a equipa na estrada. É mesmo uma carolice e com muita bondade de todos os que apoiam".

Os dois diretores, mesmo com realidades e objetivos diferentes, clamam "por mais apoios das empresas" e consideram que o ciclismo dá retorno. Isto porque comparando a realidade portuguesa ao patamar internacional, verifica-se que a soma de todos os orçamento das formações lusas neste Grande Prémio JN (cerca de 3,85 milhões) é praticamente metade do que gastam as equipas mais modestas do principal escalão mundial.

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