Taça de Portugal

Os adeptos estão preparados para o clássico no Dragão

Os adeptos estão preparados para o clássico no Dragão

Sandra Ribeiro trabalha na Alemanha, mas sempre que vem a Portugal de férias não dispensa um jogo no Dragão. José Soares veio do Luxemburgo para apoiar as águias no estádio e terá filho portista a torcer na bancada oposta.

Um "amor" azul e branco que ajuda a manter raízes

Durante a maior parte do ano, Sandra Ribeiro, uma emigrante portuguesa na Alemanha há quase 25 anos, sofre à distância pelo F. C. Porto, mas sempre que regressa ao nosso país de férias não perde a oportunidade de ver um jogo dos dragões. A tradição vai hoje manter-se, com esta portista, natural de Vizela, a conjugar os dias festivos da pausa natalícia junto da família, com o "amor pelo clube".

"Já reservei os bilhetes há algumas semanas na Casa do F. C. Porto de Famalicão e vou ao jogo com dois sobrinhos. Está a ser difícil marcar os testes covid, mas o amor que sentimos pelo clube faz-nos fazer tudo para poder estar nas bancadas", confessou a adepta dos "dragões".

Sendo cozinheira de profissão, Sandra considera que o jogo "tem todos os ingredientes para ser um grande espetáculo", e mesmo acreditando que o F. C. Porto vai vencer, esta emigrante, de 45 anos, destaca algo ainda mais importante a nível emocional. "A melhor coisa do futebol para os emigrantes é ajudar-nos a manter as raízes. Quando estamos fora do país sente-se tudo com mais paixão, e até um jogo na televisão serve para matar as saudades. Ao vivo é ainda melhor", desabafou.

Colmatar a distância com a "paixão pelo Benfica"

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Chegado há poucos dias do Luxemburgo, José Soares não desperdiçou a oportunidade de dar asas à sua paixão pelo Benfica e marcar hoje presença no reduto do rival para apoiar a equipa. A sua condição de reformado, depois de décadas e trabalho numa pedreira, permite-lhe agora assistir a mais jogos dos encarnados ao vivo, e desta vez conseguiu o "difícil" bilhete colocando um anúncio nas redes sociais.

"Não é fácil para um emigrante sentir esta paixão pelo clube, querer apoiar, e nem sempre poder. Sofrer à distância é muito mais difícil. Temos de aproveitar todas as oportunidades, mesmo que seja na casa do F. C. Porto", partilhou o adepto, natural de Penafiel.

José Soares, que também sentiu algumas dificuldades em agendar o teste covid, vai neste clássico sentar-se junto dos adeptos benfiquistas, mas, curiosamente, terá o filho, na bancada oposta, a torcer pelo F. C. Porto, algo que encara com naturalidade. "O futebol é mesmo assim, pode haver gostos diferentes, até na própria casa, mas sempre com respeito. Espero que seja isso que aconteça neste jogo, que todos torçam pelo seu clube, sem insultos nem violência", afirmou.

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