Liga Europa

Os escândalos e conflitos da Roma de Paulo Fonseca

Os escândalos e conflitos da Roma de Paulo Fonseca

A equipa treinada pelo português Paulo Fonseca, que nesta quinta-feira decide com o Sporting de Braga o acesso aos oitavos de final da segunda prova europeia de clubes, tem vivido uma temporada atribulada, com derrotas na secretaria e confusões internas.

A A.S. Roma até está bem posicionada para continuar na Liga Europa, dado que, há uma semana, venceu na "pedreira" por 2-0, mas o atual quarto classificado da Serie A italiana tem passado nesta época por situações difíceis. No entanto, nada disto tem abalado o bom trabalho de Paulo Fonseca à frente da equipa italiana, a um ponto da Juventus no campeonato e a cinco do segundo lugar, ocupado pelo Milan. A Roma também está a fazer uma excelente carreira na Liga Europa e é uma das principais candidatas a conquistar a competição no final da época.

A primeira polémica surgiu em setembro e valeu uma derrota na secretaria, por 0-3, no jogo com o Hellas Verona, devido à inscrição irregular de um futebolista. O encontro entre os dois emblemas italianos terminou empatado a zero, mas a equipa do técnico português utilizou o médio Amadou Diawara, que não estava elegível para a partida. Mas o treinador nada teve a ver com esta situação, tratando-se de uma questão administrativa.

O jogador natural da Guiné Conacri fez 23 anos em julho e devia ocupar uma das vagas permitidas no campeonato para jogadores com 23 ou mais anos de idade. Todavia, foi inscrito como sub-23, daí resultando a irregularidade.

O clube romano não aprendeu com o erro. Quatro meses depois, em janeiro deste ano, sofreu nova derrota na secretaria! Foram feitas seis substituições num jogo dos oitavos de final da Taça de Itália frente ao Spezia, mais uma do que o permitido. A Roma foi afastada da prova.

Em pleno Estádio Olímpico, palco do jogo desta quinta-feira (20 horas, SportTV1) com o Sporting de Braga, no final dos 90 minutos, o jogo estava empatado 2-2 e seguiu para prolongamento. Logo nos instantes iniciais, a equipa ficou reduzida a nove jogadores devido às expulsões de Mancini e do guarda-redes Pau López. De maneira natural, Paulo Fonseca recorreu ao banco e lançou o segundo guardião em campo, Daniel Fuzato, tendo ainda feito entrar Ibañez. Sucedeu que a entrada do guarda-redes suplente já era a quinta substituição, a última permitida pelos regulamentos. Isto porque, recentemente, a FIFA aprovou uma substituição extra (seis) no prolongamento mas a mesma ainda não está prevista nos regulamentos da Taça de Itália. No campo, a Roma perdeu por 2-4, vindo depois, ainda assim, a ser penalizada pela derrota da "praxe": 3-0 na secretaria.

Já neste mês de fevereiro, o técnico português afastou o jogador Dzeko das opções durante alguns dias e retirou-lhe então a braçadeira de capitão. Um desentendimento entre o treinador e o goleador bósnio, uma das peças mais influentes na equipa, deixou o balneário dividido e obrigou os dirigentes a gerir com pinças o caso. Dzeko voltou entretanto a jogar, marcou um golo na vitória por 2-0 em Braga, mas já sem o estatuto de capitão.

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Este foi um dos primeiros casos que Tiago Pinto, ex-diretor-geral do futebol no Benfica, teve de lidar na Roma. Contratado este ano para o cargo de diretor-geral da equipa transalpina juntou-se aos portugueses que trabalham com o compatriota Paulo Fonseca. Na equipa técnica, além do treinador principal, estão ainda os adjuntos Tiago Leal, Nuno Romano, Nuno Campos, Pedro Moreira e Luís Pedro Pereira.

A confiança em adjuntos portugueses é notória - só o italiano Marco Savorani, treinador de guarda-redes, integra a estrutura - mas curiosamente, em cinco anos a trabalhar no estrangeiro Paulo Fonseca nunca teve nenhum jogador lusitano nos plantéis. Uma ausência que se verificou nas três épocas no Shakhtar Donetsk (Ucrânia) e também agora na Roma, onde está há ano e meio.

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