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Pais e familiares de atletas têm de pagar para ver jogos de juvenis e iniciados

Pais e familiares de atletas têm de pagar para ver jogos de juvenis e iniciados

​Não foi só o modelo competitivo das competições mais jovens do futebol nacional que mudou. Esta época, e pela primeira vez, adeptos e familiares de jogadores foram surpreendidos ao terem de pagar para ver jogos de Sub-17 e de Sub-15. Federação esclareceu ao JN que se limitou a impor um valor máximo, após ter recebido queixas de abusos, e salienta não ser obrigatório cobrar bilhete na formação.

No Comunicado Oficial (CO) n.º 1, publicado a 30 de junho passado, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) estabeleceu diferentes orientações sobre a época desportiva 2022/2023, tais como os horários dos jogos de cada prova e o limite máximo para o preço dos bilhetes.

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Por normal, nas provas jovens apenas era paga a entrada nos jogos do Campeonato Nacional de Sub-19 da 1.ª e 2.ª Divisões, com o bilhete a não poder custar mais de cinco euros. No que respeita aos Sub-17 e Sub-15 não havia nenhuma indicação nos CO n.º 1 anteriores nesse sentido por a prática corrente nos clubes ser a de não cobrar bilhete.

No entanto, no final da época passada chegaram à federação denúncias sobre os valores cobrados pelo acesso dos espectadores aos recintos desportivos na fase final de um dos dois escalões mais jovens - foram pedidos sete euros aos adeptos visitantes.

Tendo conhecimento desta situação, o organismo decidiu agir para salvaguarda futuros abusos quer nos Sub-17, quer nos Sub-15 em ambas as 1.ª e 2.ª Divisões e estabeleceu um montante máximo para os ingressos.

"A Federação Portuguesa de Futebol, para evitar exageros, decidiu impor um limite máximo do preço do bilhete, de forma a proteger os adeptos, pais e familiares dos atletas. Mas saliente-se que os clubes não são obrigados a cobrar pelo acesso. Fica ao critério de cada um fazê-lo ou não, passam é a não poder cobrar mais do que os quatro euros definidos", esclareceu o organismo que gere o futebol nacional.

Apesar de não ser mandatório e até ser desincentivado pela FPF, o JN foi testemunha de que já houve clubes a interpretar a indicação do valor dos bilhetes no CO n.º1 como uma porta aberta para passarem a cobrar, pela primeira vez, dinheiro em jogos do Campeonato Nacional de Sub-17, para grande surpresa dos fãs que acompanham o futebol jovem português e, principalmente, dos pais e familiares dos atletas, que tiveram de pagar para os poderem ver a jogar.

Tendo em conta que a maior parte do público nestes escalões é composto essencialmente pessoas com ligações aos jogadores, esta é mais uma despesa a somar a todas as outras que já recaem sobre os ombros dos progenitores e familiares - como gasolina e portagens - para poderem continuar a apoiar os futuros craques nos diferentes cantos de Portugal.

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