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Palavras de Lucílio Baptista "são graves"

Palavras de Lucílio Baptista "são graves"

O Sporting considerou "graves demais" as declarações de Lucílio Baptista sobre a grande penalidade marcada a favor do Benfica na final da Taça da Liga.

Numa nota publicada no seu "site" oficial na Internet, com o título "Surreal!", o Sporting acusa Lucílio Baptista de "brincar com os sportinguistas sobre um assunto demasiado sério para poder ser tratado desta forma".

Sobre as explicações dadas por Lucílio Baptista, o Sporting refere que o árbitro "diz que marcou um penalti fantasma a favor do Benfica no jogo de sábado" porque "acha que a mera alteração da trajectória da bola com um misterioso movimento de braço inexistente é suficiente para se marcar uma grande penalidade".

O clube de Alvalade indica ainda Lucílio Baptista também alegou que o "árbitro auxiliar que acompanhava o ataque do Sporting lhe confirmou que o lance em causa era passível da marcação de penalti".

"De resto tenta, de forma rudimentar, jogar com as palavras para interpretar de forma enviesada o célebre diálogo com o árbitro auxiliar que efectivamente acompanhava o lance e se encontrava no seu enfiamento", afirma o Sporting.

"Essas declarações são graves demais e exigem uma imediata posição da Comissão de Arbitragem da Liga. Desta vez não chega o habitual argumento da infalibilidade dos árbitros", acrescenta.

Em entrevistas à Agência Lusa e à SIC, domingo à noite, o juiz setubalense assumiu o erro cometido na final da Taça da Liga de futebol e negou qualquer indicação contrária do seu auxiliar no lance do penalti que permitiu ao Benfica empatar 1-1 frente ao Sporting.

Lucílio Baptista reconheceu a sua insatisfação pela má decisão tomada no jogo, embora "ninguém seja infalível", mas defendeu que não há necessidade de pedir desculpa aos "leões", preferindo "assumir o erro, ainda por cima com influência no resultado, perante os adeptos".

"Nenhum árbitro pode ficar satisfeito depois de visionar um lance com influência no resultado. Não estou satisfeito. Na altura, foi com 100 por cento de convicção de que estava a agir correctamente", afirmou, justificando a decisão com os movimentos corporais do benfiquista Di Maria e do sportinguista Pedro Silva, assim como a mudança de trajectória da bola.

Lucílio Baptista refutou as declarações de alguns jogadores dos "leões", que afirmaram que o árbitro auxiliar José Cardinal, o mais próximo da grande área do Sporting, teria comunicado ao seu chefe de equipa uma opinião diferente, imediatamente a seguir à jogada e de forma insistente.

"Ele nunca disse que não era (penalti), apenas dizia que não viu, do sítio onde estava. Foi então que me aproximei para dialogarmos. Decidi manter a decisão porque recebi o som de retorno do outro assistente (Pais António), que tinha o mesmo ângulo de visão que eu e viu o lance exactamente como eu vi. Daí a convicção de que estava a agir correctamente", explicou.

Sábado, no Estádio Algarve, o Sporting inaugurou o marcador, aos 48 minutos, por intermédio de Pereirinha, mas sofreu o tento do empate aos 75, quando o espanhol Reyes converteu a polémica grande penalidade assinalada por Lucílio Baptista.

Depois de a partida ter terminado empatada a um golo, o Benfica conquistou a segunda edição da Taça da Liga no desempate por grandes penalidades (3-2), tal como tinha acontecido no ano passado, com o Vitória de Setúbal, após empate a zero, precisamente no mesmo local e frente ao Sporting.