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Pedro Proença diz que "centralização dos direitos televisivos vai acontecer"

Pedro Proença diz que "centralização dos direitos televisivos vai acontecer"

Pedro Proença, presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, disse esta tarde de quinta-feira à saída da 7.ª Cimeira de Presidentes da Liga, que decorreu na Alfândega do Porto, que foi abordada a centralização dos direitos televisivos.

Na reunião, estiveram presentes os dirigentes máximos de todos os clubes dos dois campeonatos profissionais, com a exceção do Nacional, Vilafranquense, Varzim e Casa Pia, e um dos principais temas abordados foi a criação de um plano para pôr em prática a centralização de direitos televisivos.

Da cimeira saiu a decisão de criar um comité para estudar o modelo de comercialização, a exploração de conteúdos, a repartição de receitas, o plano de expansão para mercados internacionais, assim como a estratégia para melhorar o produto audiovisual e marca das competições.

O grupo de trabalho que vai estudar e analisar o processo contará com a participação das direções da LPFP e da Federação Portuguesa de Futebol, e irá apresentar as conclusões na oitava cimeira, agendada para fevereiro de 2022.

"Houve prejuízos acima dos 20 milhões de euros negativos para as sociedades desportivas e foram discutidas as formas e os modelos de conseguir ultrapassar estas dificuldades, isto numa primeira parte. Na segunda parte foi discutido o novo decreto-lei da centralização dos direitos televisivos, uma realidade que vai acontecer e foram discutidos alguns dos modelos e as novas metodologias de trabalho que vamos ter nos próximos meses", revelou o presidente da Liga de Clubes à saída da cimeira.

E continuou: "Uma discussão muito positiva e envolvente, onde estiveram todos os grandes representantes do futebol profissional e já ficou agendada uma próxima cimeira de presidentes a realizar na cidade do Porto".

Certo ficou também o cumprimento da portaria do Governo, de março deste ano, que obriga à apresentação de um modelo comercial até 2025/26 e à execução até 2027/28.

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"Os clubes sabem hoje que existe um decreto de lei que nos obriga a duas datas fundamentais, a primeira será 25/26, onde esse modelo terá de ser apresentado à autoridade da concorrência. E uma segunda data muito importante, que está fechada pelo decreto-lei é 27/28 e aí temos de ter um modelo absolutamente implementado", realçou Pedro Proença.

E avançou sobre o tema: "Após o estudo da EY, que apresentou não só os valores que os clubes eventualmente estariam a perder por não ter um modelo centralizado, foram escolhidas diversas dinâmicas. Digo que será o próprio mercado que vai ditar o momento desta antecipação ou não desta centralização. Ficou claro que todos os clubes estão absolutamente convictos de que é isto que defende melhor a criação riqueza para os próprios clubes, num momento tão complexo e tão difícil, no qual o futebol profissional não teve qualquer apoio do Governo para fazer face a este processo da covid e ficou definido que isso irá acontecer. Foi depositada na direção da Liga a capacidade e o poder de apresentar essas conclusões em fevereiro na próxima cimeira e o mercado decidirá as regras".

Por seu lado, ficou a saber-se que Miguel Farinha, responsável da EY Portugal, apresentou um estudo em que se consagra que em caso de centralização nenhum clube irá receber menos do que atualmente recebe pelos direitos televisivos, revelando que as operadoras detentoras dos direitos estão disponíveis para negociar, salientando que existe disponibilidade do mercado para financiar esta operação.

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