Atletismo

Pichardo e Dongmo partem como grandes esperanças portuguesas

Pichardo e Dongmo partem como grandes esperanças portuguesas

Pedro Pablo Pichardo e Auriol Dongmo, líderes dos rankings mundiais do triplo salto e do lançamento do peso, respetivamente, são as grandes esperanças portuguesas para os Mundiais de atletismo em pista coberta.

Portugal chega a Belgrado, onde se disputa a prova de sexta-feira a domingo, com a sua segunda maior comitiva de sempre em Mundiais. São 12 atletas, apenas superada pelos 17 de 2001, quando o evento foi organizado em Lisboa.

Talvez o nome maior da comitiva lusa, Pichardo apresenta-se como campeão olímpico do triplo salto e europeu em pista coberta, e será o primeiro português, juntamente com Tiago Luís Pereira, a disputar uma final, na sexta-feira, primeiro dos três dias da competição.

Contudo, o momento de forma do líder do ranking mundial é ainda uma incógnita, uma vez que tem somente uma prova disputada este ano, os Nacionais de clubes, em que deu o triunfo ao Benfica, com um salto de apenas 16,57 metros, longe do seu recorde nacional absoluto (17,98) e da sua melhor marca indoor (17,36).

Com apenas esta marca em 2022, Pichardo tem o 13.º registo entre os 16 inscritos, numa lista liderada pelo cubano Lázaro Martínez (17,21) e na qual apenas o norte-americano Will Claye (18,14) tem um melhor resultado pessoal do que o campeão olímpico (18,08, ainda como cubano).

Na mesma prova, Tiago Luís Pereira, sétimo do ranking e campeão nacional, terá, provavelmente, de melhorar o seu recorde pessoal (17,11) para conseguir um lugar de destaque, numa temporada em que tem como melhor registo 16,49.

Já na parte da tarde de sexta-feira, Auriol Dongmo surge como uma das grandes candidatas no lançamento do peso feminino, chegando com a melhor marca mundial do ano, com 19,90 metros nos Campeonatos de Portugal, procurando repetir nos Mundiais o triunfo conseguido nos Europeus indoor de 2021.

PUB

Entre as inscritas, apenas a alemã Christina Schwanitz tem um recorde pessoal melhor do que a portuguesa, com 20,77, embora a antiga campeã mundial ao ar livre não ultrapasse os 20 metros desde 2016, sendo que esta temporada apenas a norte-americana Maggie Ewen (19,79) e a neerlandesa Jéssica Schilder (19,72) se aproximaram de Dongmo.

Convidada à última hora, Jéssica Inchude apresenta-se com a 13.ª melhor marca do ano entre as 17 inscritas, com 18,10 metros, a apenas três centímetros do seu recorde pessoal.

Vice-campeã olímpica em Tóquio2020 e campeã europeia em pista coberta em 2021, Patrícia Mamona procura o seu primeiro pódio em Mundiais, chegando a Belgrado, onde compete no domingo de manhã, no terceiro lugar do ranking, mas com a oitava marca do ano entre as 17 presentes.

Com venezuelana Yulimar Rojas a ser a grande favorita à medalha de ouro, que na única prova este ano saltou a 15,41 metros, quase mais 80 centímetros do que a segunda das inscritas, Thea Lafond (14,62), a luta pelos outros lugares do pódio promete ser equilibrada.

Quarto classificado no lançamento do peso nos últimos Europeus em pista coberta, Francisco Belo tem apenas o 16.º lugar entre os 19 inscritos, com 20,64 metros, e terá de se aproximar do seu recorde pessoal, de 21,28, para ter hipóteses de se colocar em lugar de finalista.

O vice-campeão português - foi derrotado por Tsanko Arnaudov - compete no sábado, numa final em que o norte-americano Ryan Crouser, que não perde uma prova desde 2019 e que foi o único dos finalistas a passar os 22 metros (22,51) este ano, é o grande candidato a vencer o seu primeiro título mundial.

Vinda de bater o recorde nacional dos 60 metros, com 7,17 segundos, Lorene Bazolo aspira, na sexta-feira, a um lugar nas meias-finais da prova mais rápida dos Mundiais, depois de, há quatro anos, em Birmingham, não ter passado das eliminatórias.

Melhorar o seu recorde pessoal de 7,30 será, em teoria, a ambição da estreante Rosalina Santos, que nos Europeus de 2021 chegou às meias-finais, apresentando-se em Belgrado com o 33.º tempo (7,33) entre as inscritas.

Na prova masculina, marcada para sábado, Carlos Nascimento também terá dificuldades de se qualificar para as meias-finais, mas, melhorando o seu recorde pessoal (6,62), conseguido nas meias-finais dos Europeus de 2021, poderá aproximar-se do segundo melhor português de sempre: Carlos Calado (6,60).

Cátia Azevedo chega aos seus segundos mundiais em pista coberta pouco mais de um mês depois de ter batido o recorde pessoal nos 400 metros, com 52,90 segundos, mas, com o 30.º tempo entre as 35 inscritas, dificilmente conseguirá atingir a final.

Estreante em Mundiais é Isaac Nader, que vai correr os 1.500 metros, que têm o norueguês Jacob Ingebritsen como vencedor antecipado, com o português a poder surpreender e alcançar um lugar na final, embora seja apenas 11.º entre os 37 inscritos.

Também a fazer a estreia em Mundiais, Abdel Larrinaga, recente campeão português dos 60 metros barreiras, já assumiu que o objetivo em Belgrado será melhorar o seu recorde pessoal de 7,67 segundos.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG