F. C. Porto

Pinto da Costa condena ataque ao Benfica e defende jogos com público nos estádios

Pinto da Costa condena ataque ao Benfica e defende jogos com público nos estádios

O presidente do F. C. Porto, Pinto da Costa, condenou o ataque ao autocarro e aos jogadores do Benfica, na noite quinta para sexta-feira, e considerou que as autoridades estão a fazer do futebol uma cobaia.

"Aconteceram coisas que não deveriam ter acontecido", disse Pinto da Costa, ao comentar a derrota com o Famalicão, depois de votar, este sábado de manhã, nas eleições para o F. C. Porto. "Nota-se a falta de ritmo e a falta intensidade no jogo", disse o presidente dos "dragões", considerando que "desmotiva e desconcentra um pouco os jogadores o facto de não haver público" nas bancadas.

"Dá sensação de que estão a treinar e é incompreensível, é mesmo inadmissível, que no Campo Pequeno, para se ouvir umas piadas, possam estar duas mil e tal pessoas e num jogo de futebol, num estádio de para 50 mil, não possam estar 500", disse Pinto da Costa, referindo-se ao espetáculo de Bruno Nogueira, "Deixem o Pimba em Paz", que foi visto pelo primeiro-ministro, António Costa, no primeiro dia, e pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no seguinte.

"Acho que devia haver uma lotação mínima, mas eles não acham. Querem fazer do futebol uma cobaia", argumentou Pinto da Costa.

Confrontado com o ataque ao autocarro do Benfica, na quinta-feira à noite, que feriu dois jogadores, e com as ameaças escritas na casa do treinador, Bruno Lage, e de outros atletas encarnados, Pinto da Costa disse que "o vandalismo é sempre de criticar, venha de onde vier e atingir quem for".

"Tenho sempre de repudiar isso, solidarizo-me com os jogadores atingidos e com os profissionais do Benfica e que quem fez esse ato seja severamente castigado", disse Pinto da Costa.

Pedir demissão de Proença "é ridículo"

O presidente do F. C. Porto abordou, ainda, o pedido de demissão de Pedro Proença da direção da Liga, desconfiado com o motivo aludido pelos clubes descontentes.

"Um indivíduo que tirou a Liga de um estado de falência total, só porque escreveu uma carta ao presidente da República é pedida a sua demissão é ridículo", disse Pinto da Costa. "É ridículo, são outras coisas que estão por trás desse pedido", argumentou.

* com Augusto Correia