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Pinto da Costa dedica editorial da "Dragões" a Quintana e ao jogo de Turim

Pinto da Costa dedica editorial da "Dragões" a Quintana e ao jogo de Turim

Pinto da Costa, presidente do F. C. Porto, dedicou o editorial da revista "Dragões" deste mês a homenagear o "homem e atleta extraordinário" que era o falecido andebolista Alfredo Quintana, bem como a enaltecer a qualificação para os quartos de final da Liga dos Campeões em Turim.

As primeiras palavras do responsável máximo dos azuis e brancos foram para o malogrado atleta, que morreu após sofrer uma paragem cardiorresporatória. "A 26 de fevereiro despedimo-nos do nosso querido Alfredo Quintana, um homem e atleta extraordinário, que partiu na flor da vida aos 32 anos de idade. O Quintana foi um verdadeiro herói do F. C. Porto. Vindo de Cuba em 2011, não demorou a adotar a cidade do Porto e o clube que o recebeu e que nunca quis deixar, apesar das propostas muito vantajosas que recebeu, como pátrias do coração", salientou Pinto da Costa.

E continuou nos elogios ao guarda-redes da equipa de andebol: "A atitude dedicada e competente com que serviu o F. C. Porto até ao último dia da sua curta vida é um dos seus mais importantes legados desportivos e terá de servir como inspiração para todos os que por cá continuarão a construir uma história que é eterna".

Também o feito em Turim, na terça-feira passada mereceu evidente destaque no editorial. "A 9 de março, em Turim, outros heróis construíram mais uma página notável no nosso percurso europeu. A eliminação da Juventus, uma equipa nove vezes campeã de Itália nos últimos nove anos e candidata assumida à vitória na Liga dos Campeões, só foi possível porque a nossa equipa técnica e os nossos jogadores souberam transportar para o relvado o verdadeiro ADN do F. C. Porto", realçou o presidente portista.

Pinto da Costa recordou que a equipa esteve em desvantagem numérica a maior parte do jogo e lançou farpas à Imprensa da capital.

"Nas circunstâncias mais adversas, mesmo a jogar em inferioridade numérica durante quase 80 minutos, as capacidades de luta, de superação e de transformar fraquezas aparentes em forças reais voltaram a dar frutos, como foi reconhecido um pouco por toda a Europa, menos em algumas redações mais aziadas da comunicação social de Lisboa. Ouvir o que os comentadores ingleses ou o selecionador da Bélgica disseram sobre o nosso clube devia fazer corar de vergonha os Ruis Santos e Delgados desta vida, o que só não é possível porque vergonha é coisa que eles não têm", escreveu o dirigente.

E finalizou: "Estes dois acontecimentos, um tão trágico e outro tão brilhante, voltaram a confrontar-nos com o essencial da nossa existência. Tão depressa estamos cá como não estamos, tão depressa podemos estar em baixo como em cima. Quase tudo é breve e provisório. Infinito, só o F. C. Porto".

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