F. C. Porto

Pinto da Costa diz que quer "chatear alguns" e aborda o caso da criança de Famalicão

Pinto da Costa diz que quer "chatear alguns" e aborda o caso da criança de Famalicão

Pinto da Costa marcou, este sábado, presença no evento Mundo Azul e Branco, um tributo das casas do clube azul e branco ao líder dos dragões, e abordou a continuidade no cargo de presidente.

"Quando terminar, espero que daqui a muito tempo para chatear alguns, tenham a certeza que vou levar-vos a todos no coração. Continuo a ter todos os sonhos do mundo. E nesses sonhos estão incluídas todas as vitórias possíveis em todas as modalidades do F. C. Porto, mas está também incluído o bem-estar de todos os dragões, de cada um de vós", referiu o líder azul e branco no discurso transmitido pela F. C. Porto TV, abordando ainda o caso da criança de Famalicão que foi obrigada a despir a camisola do Benfica.

"Ouvi, estupefacto, algumas coisas em certos canais, que, se este mundo não está todo doido, pelo menos alguns estão mesmo. A propósito da situação da camisola em Famalicão, e muito bem, pois era um local onde por lei não poderiam estar adeptos visitantes, o pai do miúdo tirou-lhe a camisola do Benfica. Então, isso foi assunto na televisão por uns dias" vincou, acrescentando que o F. C. Porto quer "unir o país" sem estar sujeito a qualquer centralização.

"O que quero é que todo o país sinta o F. C. Porto, não como alguém que tenha um certo estado de espírito contra o resto do país, mas ao contrário. Alguém que quer unir o país, não estando sujeito a qualquer centralização. É por isto que todos vós estão aqui", sublinhou, recordando a época em que foi eleito presidente dos dragões pela primeira vez.

PUB

"Nunca tive o sonho de ser presidente do F. C. Porto, nunca tive assessores de Imprensa e de imagem para que um dia fosse presidente do F. C. Porto. Fui presidente porque os sócios assim o quiseram e exigiram. E quando eu estava na dúvida se seria, ou não, capaz de aceitar o desafio que me punham, há 40 anos, num sábado, em que fui almoçar com a minha falecida e querida mãe, ela, que nunca tinha visto um jogo de futebol, perguntou-me: 'Olha, sempre vais para presidente do F. C. Porto?' E eu fiquei tão admirado como se ela me tivesse perguntado se eu iria à Lua ou para presidente da República. E perguntei-lhe: 'Como é que a mãe sabe disso?', ao que ela respondeu 'ouvi na Bola Branca'. Às 7.10 horas da manhã, ouvi que os sócios te querem lá. E eu: 'O que é que a mãe acha?', perguntei, à espera que ela me respondesse 'não sejas maluco, não te metas nisso'. Só que ela respondeu: 'Deves ir, a tua paixão desde pequenino é o F. C. Porto, se os sócios te querem lá é o teu destino, tens de ir'. E esta pequena conversa foi decisiva", concluiu.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG