F. C. Porto

Pinto da Costa: "É um prazer ter esta conversa em pleno Estádio da Luz"

Pinto da Costa: "É um prazer ter esta conversa em pleno Estádio da Luz"

O Porto Canal emitiu, esta sexta-feira, o episódio do programa Ironias do Destino que foi gravado, em parte, na bancada presidencial do Estádio da Luz antes do último clássico entre águias e dragões da época passada. A autorização dada pela SAD encarnada tem gerado polémica e Pinto da Costa lembrou que é normal que as relações institucionais entre clubes rivais terem altos e baixos.

"É o nosso grande rival, o Benfica. É um grande clube, como todos sabemos. Um é o grande de Lisboa, outro é o grande do Porto e, como é normal em muitos países, há uma grande rivalidade entre a capital e a segunda maior cidade. É o que acontece entre Madrid e Barcelona, e o mesmo se passa aqui. Ao longo da história, os clubes têm sido rivais, com melhores períodos, com altos e baixos", resumiu o presidente do F. C. Porto, recordando o passado para enquadrar a diferença entre rivais e inimigos.

"Não podemos esquecer, por exemplo, que já é normal haver um entendimento entre os clubes: o Benfica inaugurou o Estádio das Antas, o F. C. Porto inaugurou o (antigo) Estádio da Luz, no rebaixamento do nosso estádio foi o Benfica que lá foi jogar, como nós viemos na estreia do terceiro anel da Luz. Isso mostra que, apesar da rivalidade, os clubes se respeitam e reconhecem a grandeza um do outro", realçou Pinto da Costa, antes de recordar a vitória mais saborosa no terreno encarnado.

"Adeptos, jogadores e, no fundo, toda a gente sente de uma forma especial quando se defronta o grande rival. Temos boas e más recordações deste estádio e o auge talvez tenha sido a vitória por 5-0 na Supertaça disputada na antiga Luz", lembrou, antes de se referir à época 2010/11, quando os dragões ganharam todos os troféus e festejaram o título nacional no estádio do Benfica.

"Desportivamente, foi um dos anos mais importantes, porque vencemos tudo o que havia para vencer. Supertaça, campeonato, Taça de Portugal e a Liga Europa, em Dublin. Esta teve um sabor muito especial, porque nunca tinham estado duas equipas portuguesas numa final europeia e, sobretudo, do Norte de Portugal", disse o líder portista, antes de salientar o impacto de os dirigentes benfiquistas terem acedido a abrir as portas da Luz para a gravação do episódio.

"Já aqui vencemos um campeonato e também temos algumas derrotas. No futebol é assim. O importante é que o clube não saia diminuído e a rivalidade é sadia. É um prazer ter esta conversa em pleno estádio da Luz antes de um jogo muito importante [ndr: da época passada]", garantiu.

Pinto da Costa aproveitou o facto de estar a recordar "o grande plantel de 2010/11" para deixar um reparo à carga fiscal que os clubes portugueses estão sujeitos: "Tínhamos um plantel fabuloso, com Hulk, Falcao, James Rodríguez e o treinador, com a sua juventude, fê-los acreditar. Falcao e James tinham de sair porque há clubes com mais capacidade e, sobretudo, países com menor carga fiscal. Agora, os jogadores aprendem logo o que é "net" [ndr: ordenado líquido]. Em Portugal, para um jogador ganhar 100 o clube paga 220, noutros países só custa 140. O Governo é o grande contribuinte para a saída dos grandes jogadores do futebol português", garantiu.

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