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Pinto da Costa evoca Mário Soares e avisa o Governo: "Tenham cuidado"

Pinto da Costa evoca Mário Soares e avisa o Governo: "Tenham cuidado"

Antes do pontapé de saída do Fabril-F. C. Porto, este sábado, para a Taça de Portugal, o presidente dos dragões mostrou que não desiste de lutar pelo regresso do público às bancadas. E deixou um sério aviso ao Governo na intervenção final que fez.

"Existe a esperança de termos, brevemente, público no futebol para bem de todos os clubes, não só do F. C. Porto, mas também dos mais pequenos, que estão a ser asfixiados. E quero deixar uma mensagem ao Governo para que não se esqueçam que o grande homem de quem são representantes, o doutor Mário Soares, disse que o povo tinha direito à indignação. E lembra-lhes que esse direito do povo mantém-se. Estamos todos indignados com o que estão a fazer ao futebol. Tenham cuidado", alertou Jorge Nuno Pinto da Costa, aos microfones da Sport TV.

Apesar de o jogo com o Fabril ser para a Taça de Portugal, o presidente portista também falou do quarto lugar que a equipa ocupa no campeonato. E, também neste caso, foi taxativo: "Não estou surpreendido, no futebol o que conta é a classificação final. Já tivemos recentemente sete pontos de vantagem e não ganhámos e já aconteceu o contrário. Quem andar a fazer contas e a deitar foguetes antes do tempo queima-se com as canas".

Sobre a possibilidade de Hulk reforçar o plantel de Sérgio Conceição, na janela de transferências de janeiro, o presidente dos azuis e brancos não confirma nem desmente.

"Todas as notícias têm fundamento nem que seja na cabeça de alguns jornalistas. Se amanhã publicarem que o Marega vem para o Fabril, isso tem fundamento, pelo menos na cabeça de quem escreveu. Os adeptos do F. C. Porto já sabem filtrar porque leem tanta asneira, mas não quero dizer que isto seja asneira. Neste momento não é preocupação minha dizer que vem este ou aquele. Quando for a altura própria é que me vou preocupar com o que possa vir. Posso ser conhecido por pensar à frente dos outros, mas também sou conhecido por não falar antes de tempo e antes dos outros", explicou Pinto da Costa.

No que toca ao tema quente do discurso presidencial, o que diz respeito à ausência de público nas bancadas do desporto-rei, o líder dos azuis e brancos acrescentou: "Infelizmente, este Fabril-F. C. Porto não é a festa do futebol, porque os inteligentes deste pais não querem que assim seja. Os responsáveis deste país, que há dois ou três meses passeavam nas praias, a apanhar sol com milhares de pessoas, não se preocuparam com a segunda vaga, que diziam que ia existir, e só estavam preocupadas com o bronze. Estão a matar o futebol, a dar cabo de quem gosta de futebol ao não permitirem que um estádio com 22 mil lugares, como este do Fabril, não possa ter 10, 20 ou 30 por centro da lotação preenchida. Estão a querer matar o futebol, estão a querer matar clubes como este. Hoje não temos público aqui, mas ontem no Super Bock Arena houve um espetáculo e permitiram 40 por cento de público. Estes responsáveis vão ficar na historia como as pessoas que mataram o futebol e não só os restaurantes. O objetivo é matar os clubes para calar pessoas incómodas do futebol".

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