F. C. Porto

Pinto da Costa recorda contratação de Futre: "Fiquei maluco quando o vi"

Pinto da Costa recorda contratação de Futre: "Fiquei maluco quando o vi"

No terceiro episódio do programa "Ironias do destino", do Porto Canal, Pinto da Costa recorda a final europeia perdida em Basileia com a Juventus, a falta que o treinador Pedroto fez nesse encontro, e a forma como os dragões contrataram Paulo Futre, então nos juniores do Sporting.

O presidente portista lembrou que no programa de candidatura à liderança do clube tinha prometido chegar a uma final europeia e foi isso mesmo que aconteceu em 1984, na Taça das Taças.

"A nossa presença foi inesperada para o mundo do futebol, mas o programa que apresentei em 1982 tinha o ponto de chegar a uma final europeia. Acreditava no Pedroto e no plantel. Eram apenas quatro eliminatórias para chegar à final e como ninguém acreditava em nós tinha ainda mais fé que podíamos chegar longe", lembrou Pinto da Costa, não esquecendo as "incidências" do jogo".

"Na final tivemos muitos contratempos, a maior das quais a ausência do treinador, que já estava doente e nem sequer pôde preparar a equipa. Se o tivéssemos lá fisicamente, poderíamos ganhar à Juventus, que era uma equipa poderosa. Perdemos 2-1, com algumas incidências contra nós. Foi aí que a Europa começou a olhar com respeito e admiração. O ano de 1984 foi muito importante e tive muita pena, porque sabia que era a última oportunidade que Pedroto tinha de ganhar uma competição europeia", afirmou.

Pinto da Costa lembrou ainda que a contratação de Artur Jorge, que haveria de se sagrar campeão europeu pelo clube em 1987, foi indicada por José Maria Pedroto, e que a final da Taça das Taças foi o passo para a contratação de Paulo Futre por parte dos dragões.

"A equipa de Basileia tinha um meio-campo muito forte e o Sporting tinha um plano para destruir esse setor do F. C. Porto. Conseguiram levar o Pacheco e o Sousa, porque na altura os jogadores não precisavam de acabar contrato, bastava invocar problemas psicológicos. Foi assim que fizeram e só não conseguiram o Frasco, porque ele não aceitou e manteve-se fiel ao F. C. Porto", contou Pinto da Costa, antes de recordar o contra-ataque dos azuis e brancos.

"Criticavam-nos porque o F. C. Porto não reagia, mas eu tinha visto um jogo de juniores e, na segunda parte, entrou um miúdo chamado Futre, que partiu tudo. Fiquei maluco quando o vi. "Como é que ele não joga?, pensei". Vai ser um génio. Perguntei qual a situação do jogador e estava para ser emprestado à Académica ou ao Casa Pia. Era fácil, se vai ser emprestado, também não tem condições psicológicas. Assim foi. Foi o saudoso Domingos Pereira que o foi buscar à porta 10 de Alvalade e às duas da manhã estava a assinar pelo F. C. Porto. Foi um dos maiores génios do futebol português", afirmou, sem dúvidas, Pinto da Costa.

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