F. C. Porto

Pinto da Costa: "Gosto mais de os ouvir falar mal de mim"

Pinto da Costa: "Gosto mais de os ouvir falar mal de mim"

Depois de ter inaugurado oficialmente, ao fim da tarde deste sábado, a casa do F. C. Porto de Penafiel, o presidente dos dragões, Pinto da Costa, jantou com cerca de 200 adeptos num hotel da cidade duriense e não escondeu o "gozo enorme" que sente sempre que é criticado.

"Compreenderão que, ao fim de 40 anos como presidente do F. C. Porto, é-me difícil dizer algo de novo. Mas verifico hoje, e já o tinha dito hoje à tarde aos diretores que vieram comigo para aqui, que continuo a sentir a mesma emoção e o mesmo sentido de fervor clubista numa deslocação como a de hoje, como sentia há 40 anos quando o fiz pela primeira vez. Vocês proporcionaram-me um dia muito feliz. Não gosto, sinceramente, e, como dizem os brasileiros, fico sem jeito quando me fazem muitos elogios. Gosto mais de os ouvir a falar e a dizer mal de mim. Dá-me um gozo enorme", afirmou Pinto da Costa durante o discurso que encerrou o jantar.

"A grande alegria que levo daqui hoje é ver tantos jovens, tantas crianças, já no rumo do dragão. É sinal da homenagem que tenho de dar aos mais velhos, que no tempo em que pouco ganhávamos, e aos mais novos quando começámos a ser melhores, conseguiram passar esses tempos em vitórias e conseguiram transmitir aos filhos e netos um sentido de amor e de parceira e vivência do F. C. Porto", acrescentou o líder dos azuis e brancos, que voltou a citar Fernando Pessoa.

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"Fernando Pessoa disse: 'não sou nada, nunca serei nada, nunca quererei ser nada. À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo'. Não sou nada como ninguém é nada. Isolados não somos nada. Mas em conjunto, unidos como hoje aqui estamos, nós e eu em particular, continuo a ter todos os sonhos do mundo. Os meus sonhos são que o F. C. Porto seja cada vez maior. Que seja cada vez mais um clube de gente que quer ajudar o próximo. De gente que quer provocar a felicidade em todos. Há muita gente que vai para a Avenida dos Aliados ou para as praças das suas terras festejar quando o F. C. Porto vence e que, se calhar, se não existisse o F. C. Porto, não teriam razão nenhuma para sorrir, dadas as grandes dificuldades que muita gente passa. Queremos ganhar, mas não é por nós. É pela glória do F. C. Porto, para acrescentar algo à sua história, mas sobretudo para proporcionar felicidade aqueles que precisam de nós", salientou Pinto da Costa.

"Vocês podem ter a certeza: a vida é uma corrida que tem princípio e fim e nós não sabemos quando vai acabar. Mas todos temos de ter no pensamento: enquanto tivermos vida e saúde, não podemos ser egoístas. Temos de lutar para que o mundo seja melhor. Para que não haja gente a dormir nas ruas. Para que não haja crianças sem o mínimo indispensável como todos queremos dar aos nossos filhos", pediu, a terminar, o dirigente, que recebeu, depois, um quadro da autoria do artista penafidelense Paulo Neves.

O evento não terminou sem um minuto de silêncio em memória de Fernando Gomes, o bibota de ouro, que faleceu na semana passada.

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