F. C. Porto

Pinto da Costa: "O limite, para nós, não existe"

Pinto da Costa: "O limite, para nós, não existe"

No dia em que se celebraram 40 anos desde a primeira tomada de posse como presidente do F. C. Porto, houve um jantar especial no Museu azul e branco onde Pinto da Costa agradeceu a treinadores, jogadores e até deixou um desafio.

Foi um dia de festa para a nação azul e branca. No dia em que se comemoraram 40 anos desde que Pinto da Costa tomou posse pela primeira vez no F. C. Porto, o museu dos dragões vestiu-se a rigor para celebrar a presidência daquele que é o líder mais titulado do mundo. Num jantar especial, rodeado de troféus, estiveram antigos e atuais jogadores e treinadores, bem como figuras que ajudaram Pinto da Costa no sucesso desta longa caminhada, que conta já com muitas histórias - e troféus.

No final do jantar, o líder azul e branco tomou a palavra. Emocionado, começou por contar uma piada - "todos me destacam o bom humor, vou começar assim" - e recordou o dia a 23 de abril de 1982. "Compreenderão que ao fim de 40 anos, é muito difícil dizer o que quer que seja. Há 40 anos por esta hora, tinha acabado de tomar posse. O meu amigo Álvaro Pinto e o meu saudoso Armando Pimentel armaram-me uma armadilha e, à última hora, tive de assumir a presidência. Assumi com o coração aberto e toda a determinação", começou por dizer.

Em 40 anos de liderança, que começaram "com muitas dificuldades", Pinto da Costa aprendeu que, no F. C. Porto, o "impossível não existe, só demora mais tempo". "Há 40 anos, se alguém dissesse que o presidente que estava a tomar posse seria o mesmo 40 anos depois, toda a gente diria que era impossível. Havia problemas todos os dias. Disseram-nos que só duraríamos três meses, que tínhamos assaltado o clube a mando de um partido político. Foram tempos difíceis, mas estou aqui e tive a oportunidade de, durante 40 anos, ajudar o F. C. Porto a ter muitas conquistas", acrescentou.

O líder azul e branco fez questão, também, de agradecer a todos que o ajudaram - "nada se faz sozinho e se sou o presidente mais titulado do mundo, é porque tive pessoas excecionais em todos os setores" - e destacou, além de todos os capitães, três nomes: José Maria Pedroto, Sérgio Conceição e Reinaldo Teles.

PUB

"Nasceu uma nova era para o futebol com o Pedroto. De perder o medo de atravessar a ponte. Foram momentos inesquecíveis e, na figura do Pedroto, queria agradecer a todos os treinadores que ao longo dos 40 anos tive o prazer de ter a treinar o clube. Todos eles deram o melhor. Uns mais felizes, outros menos felizes. Muitos meus amigos, outros menos. Outros talvez não gostando de mim. Mas queria deixar uma palavra de grande gratidão. Até que, chegados aos 40 anos, temos a felicidade de ter não um Pedroto, que só houve um, mas um treinador [Sérgio Conceição] que é à sua imagem o que se pretende no F. C. Porto. Um espírito de paixão, de querer sempre ganhar, de nunca estar contente. De Pedroto a Sérgio Conceição, um grande abraço de agradecimento. O Reinaldo Teles... era mais do que um amigo. Era um irmão. Tenho a certeza que se dessem um tiro, a bala bateria no peito dele e não no meu".

Por fim, Pinto da Costa não deixou de falar dos mais de mil troféus conquistados e, além de não se acomodar, deixou um pedido aos jogadores e treinadores: a partir de hoje, é o dia zero.

"Não gosto de fazer tanto alarido das vitórias e das Taças. Isso não é para mim. Eu estou aqui não para terminar, porque quando terminar comunicarei e sei quando será, mas para incentivar para o futuro, Temos de aumentar este museu. Hoje é o dia zero e, a partir de hoje, daqui a um ano, quero ter ganho tantos campeonatos e taças como a médias destes 40 anos. Enquanto aqui estiver, quero que todos tenham no espírito e pensamento que o limite, para nós, não existe. Escolham bem quem vai receber a estafeta da minha mão, para que continuemos neste ciclo de vitórias e a ser respeitados", concluiu, visivelmente emocionado.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG