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Pinto da Costa pouco otimista sobre regresso dos adeptos em 2021/22

Pinto da Costa pouco otimista sobre regresso dos adeptos em 2021/22

O presidente do F. C. Porto voltou a criticar, esta terça-feira, as opções governamentais em relação aos espetáculos que têm público e afirmou mesmo que não está 100% certo que os adeptos possam voltar aos estádios em 2021/22. Sobre a renovação com Sérgio Conceição, confirmou que a mesma só será tratada após o final do campeonato.

Presente na conferência de Imprensa de apresentação da situação financeira do F. C. Porto, depois de confirmada o aumento do empréstimo obrigacionista 2021-23, Pinto da Costa referiu que os bons resultados permitem que a SAD não seja obrigada a vender jogadores, além dos negócios já previstos de Danilo para o PSG (16 milhões de euros) e de Vitinha para o Wolverhampton (20M€).

"A próxima época já está a ser pensada e estas perspetivas tiram, sobretudo, a pressão de vender, para além daqueles dois jogadores já referidos. Agora, não há necessidade de ceder jogadores que não queiramos ceder", afirmou o líder dos dragões, elogiando a subida do limite do empréstimo obrigacionista de 35 para 70 milhões de euros.

A operação não será para aumentar a capacidade de reforço do plantel da próxima época. "Não, isto é para a gestão corrente, normalizar as contas e confirmar a saída do fair-play financeiro da UEFA. O estudo do plantel é à parte disto. Lançámos um empréstimo de 35 milhões e temos 48 milhões subscritos. Foi isso que nos levou a ir aos 70M€: assim não temos de fazer rateio e reconhecemos quem aposta em nós", explicou.

Marega custaria 30 e tal milhões

Depois da já anunciada necessidade de reduzir a massa salarial do plantel, Pinto da Costa foi questionado se a não renovação com Marega se inseriu nesta perspetiva: "Não é só [redução salarial] do plantel, é de toda a gente. Até nos jornalistas está bem forte, o que eu lamento. A renovação do Marega não tem a ver com cortes. Tinha um salário alto, é público que vai ganhar 15 milhões de euros limpos em três anos. Isso custaria 30 e tal milhões ao F. C. Porto e não é preciso ser expert para perceber que isso era inviável".

Sobre a novela em relação ao regresso dos adeptos aos estádios, Pinto da Costa não sabe o que esperar para 2021/22, deixando várias críticas às opções do Governo: "Não sei, não estou tão otimista. Foi anunciado que havia o regresso, depois já não havia. Neste estádio [Dragão] vai haver público na prova da UEFA, mas não há na final da Taça. Conforme está o vento e o catavento, tudo é imprevisível. Quando não há lógica na cabeça de algumas pessoas, tudo pode acontecer. Ainda hoje, na cidade, vi anunciado os Azeitonas, Ana Moura, em pavilhões fechados onde vão estar muitas pessoas e estiveram duas mil no concerto do Rui Veloso. Quando isso é permitido e não deixam 1000 num estádio aberto, a mim nada me admirará. Não sou psiquiatra, não tenho qualquer justificação para isto".

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O presidente dos dragões já havia afirmado que a renovação de Sérgio Conceição só seria tornada pública no final do campeonato e, mesmo com a classificação já definida, não mudou uma linha às intenções: "Estava estabelecido que falaríamos nisso no final do campeonato. O último jogo é encarado com a mesma seriedade de qualquer outro. Só depois disso é que nos vamos sentar para conversar", garantiu.

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