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Pinto da Costa sobre Reinaldo: "Foi o exemplo que encontrei de confiança ilimitada e cega"

Pinto da Costa sobre Reinaldo: "Foi o exemplo que encontrei de confiança ilimitada e cega"

O presidente do F. C. Porto esteve esta noite de sexta-feira presente na homenagem ao falecido dirigente Reinaldo Teles, feita pelo jornal "O Gaiense", numa gala que decorreu em Gaia.

"É difícil exprimir em palavras o que vai na alma de todos, certamente, e de modo particular dos que conviveram durante tantos anos com ele, sendo da sua família ou não. Queria felicitar em primeiro lugar o Filipe Bastos pela ideia que teve de fazer esta homenagem ao Reinaldo. Sei que o Reinaldo gostava de si, e às vezes dizia-me que não lhe dava muito jeito vir aqui, mas 'eu sou amigo do Filipe e ele é meu amigo e tenho de ir'. Portanto, confirmo que era um dos amigos que o Reinaldo muito prezava", salientou Pinto da Costa sobre a relação de amizade entre o antigo dirigente e o diretor do jornal.

O dirigente dos azuis e brancos dirigiu-se depois à família do malogrado braço-direito. "Os filhos são o prolongamento do Reinaldo e como vocês sente e estão a verificar hoje, o Reinaldo não morreu, foi para um sítio melhor do que o nosso, mas está aqui todos os dias no meio de nós e de vós. Está sempre a ser um exemplo e um estímulo. Alguém disse aqui hoje que eu tinha dito que eu confiava no meu cão, que não era Bobby, era Dragão, e no Reinaldo. E de facto, não quer dizer que nessa altura só pudesse de facto confiar só no Reinaldo, mas foi o exemplo que encontrei de confiança ilimitada e cega"., enalteceu.

E prosseguiu, emocionado: " Conheci o Reinaldo no pugilismo há cerca de 50 anos e há 50 anos fui diretor do Boxe sem nunca ter dado um soco na vida e fui diretor por uma casualidade. E vou contar uma história: era chefe de secção de várias modalidades e ele chamava-me o 'bombeiro voluntário' pois quando tinha uma secção a arder o bombeiro voluntário tinha de ir para lá e um dia um diretor telefonou-me a dizer que precisava de mim, senão o presidente, o senhor Afonso Pinto de Magalhães, acaba com a secção. Eu disse-lhe que queria saber qual era, mas só depois de dizer que sim é que ele disse que era o Boxe e eu ia caindo. Fiquei assustado, mas já tinha dito que sim."

"Pois no boxe tive o privilégio de conhecer talvez das pessoas mais minhas amigas que encontrei em toda a minha vida, que foi o Reinaldo Teles. Bem dita a hora que disse que sim na minha qualidade de bombeiro voluntário, porque o Reinaldo era um amigo dos seus amigos, de todas as horas. Não era das horas boas, mas de todas as horas e era um homem afável. Tendo sido um atleta e um homem com uma força invulgar, era um homem pacificador, era um homem bom", enalteceu.

E, virando-se de novo para a família do falecido amigo e dirigente, concluiu: "Por isso vocês devem estar orgulhosos, e sei que estão, do que o vosso pai foi. O vosso pai está aqui no meio de nós a dizer-nos que devemos, realmente, ser uns para os outros, cuidarmos uns dos outros, para que o mundo seja melhor".

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