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Polémica festa com jogadores mexicanos poderá não ter sido o que pareceu

Polémica festa com jogadores mexicanos poderá não ter sido o que pareceu

Uma das notícias que marcou a última semana no México foi uma polémica festa com alguns jogadores da seleção tricolor, entre eles Herrera, do F. C. Porto, e Jiménez, do Benfica, onde terão participado, segundo a imprensa do país, prostitutas. No entanto, este sábado, o jornal "El Pais" revela uma versão dos acontecimentos bastante diferente do que terá acontecido naquela noite, baseando as notícias em guerras de poder no seio da federação mexicana.

Segundo o jornal espanhol, ao contrário do que a revista cor de rosa "TV Notas" publicou, o convívio entre jogadores numa mansão da Cidade do México não contou apenas com um restrito grupo de atletas, mas com os 23 convocados para representar o país no Mundial 2018, na Rússia. No entanto, só o nome de alguns jogadores foram revelados (Herrera, Jiménez, Ochoa, Salcedo, Gallardo, Marco Fabián e os irmãos Giovani e Jonathan dos Santos.), enquanto os outros terão sido protegidos.

Um familiar de um dos jogadores presentes na festa, que contou com a participação de 80 pessoas, revela que a divulgação das fotografias foi responsabilidade do guarda-costas de um dos selecionados e que um atleta foi avisado de que ia haver imagens do convívio. "Para não causar embaraços, ele avisou alguns colegas como o André [Guardado] e Rafa [Marques].

Outra das alegações feitas pelo jornal é a de que a federação mexicana tinha conhecimento do convívio entre todos os jogadores naquela folga antes da partida para o Mundial e que este serviria para estreitar laços e criar espírito de grupo entre os atletas. "Asseguro-te que foram todos e que foi planeado. Não havia mulheres pagas. Estavam de livre vontade", assegura um dos participantes.

"Era uma festa normal. Havia de tudo, água para quem não queria beber álcool e alguns nem beberam nada. E eram amigas, não prostitutas", afirmou um familiar de um dos selecionados.

De acordo os os relatos do jornal, que salienta a existência de grupos de poder no seio da equipa, os organizadores da festa não quiseram admitir que participaram no momento.

Recorde-se que nenhum dos jogadores foi sancionado pela federação, que admitiu ter conhecimento do encontro. "Os jogadores voltaram à concentração em perfeitas condições e à hora acordada para descansar, jantarem juntos e viajar para a Europa, como estava previsto", assegurou um responsável federativo.

"Todos somos pessoas e, como tal, temos o direito de fazer o que queremos com o nosso tempo livre. Estamos muito tranquilos, concentrados no Mundial. Não cometemos nenhum ato de indisciplina, não estávamos na concentração", disse sexta-feira Andrés Guardado, um dos capitães de equipa.

Questionado sobre a autorização para Herrera deixar a concentração para tratar de assuntos pessoais, Osorio recordou que "o mais importante é o ser humano" e que o médio dos "dragões" só perdeu um treino. Um colega de Herrera, que pediu anonimato ao "El Pais", mostrou preocupação com o jogador, que terá estado no Porto, para conversar com a família.