Tóquio2020

Portugal espera medalhas e vários diplomas nos Paralímpicos

Portugal espera medalhas e vários diplomas nos Paralímpicos

Os Jogos Paralímpicos começam esta terça-feira e Portugal entra em competição à espera de conquistar várias medalhas e diplomas.

Portugal inicia o torneio na madrugada de quarta-feira, com David Grachat a competir na prova de 400 metros livres/S9, à 1 hora. A comitiva vai marcar presença nas modalidades de atletismo, boccia, ciclismo, equestre, judo, natação, e com estreias na canoagem e badmínton. As expectativas passam pela conquista de medalhas e vários diplomas.

"O que temos contratualizado no contrato-programa são quatro medalhas e 22 diplomas, mas é preciso lembrar que esses objetivos foram estabelecidos antes da pandemia", referiu Leila Marques, chefe da missão portuguesa aos Jogos Tóquio2020, à Lusa. A pandemia afetou a preparação dos atletas, com muitos a passarem um largo período sem treinos ou competições.

O atletismo é a modalidade em que Portugal tem mais medalhas, com um total de 53. Manuel Mendes, medalha de bronze em 2016, e Miguel Monteiro, campeão europeu e recordista mundial no lançamento do peso F40, são as principais figuras desta prova. Lenine Cunha, que conta com 218 medalhas, não vai participar nos Paralímpicos.

O boccia é a segunda modalidade mais medalhada em Portugal. O grupo de 10 atletas conta com novos participantes, mas José Macedo é um dos que se mantém a representar o país, tendo sido medalha de bronze em 2016. Uma parte da equipa de BC1/BC2 que ficou em terceiro lugar no Rio2016 vai competir novamente em Tóquio.

No badmínton ​​​​​​​o destaque passa pela estreia de Beatriz Monteiro, com apenas 15 anos. "É importante que a Beatriz sinta que aproveita e desfruta a experiência, mas somos muito competitivos, queremos ganhar, pelo menos, um jogo", explicou Diogo Silva, coordenador da modalidade, à Lusa.

Susana Veiga e David Grachat serão os destaques na natação. Susana é campeã europeia e vice-campeã mundial e vai competir na classe S10, tendo em conta que a prova de S9, onde pratica habitualmente, não existe nos Paralímpicos.

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Portugal vai estrear-se na canoagem com dois atletas, sendo que a figura é Norberto Mourão, vice-campeão mundial e campeão europeu da modalidade, que pretende conquistar um diploma "ou até uma medalha". "O objetivo é dignificar as cores de Portugal e, quem sabe, ouvir o hino" afirmou Ivo Quendera, coordenador da canoagem portuguesa, à Lusa.

O judo vai ser representado por Djibrillo Iafa, com o coordenador, Jerónimo Ferreira, a revelar que "o pódio superará as expectativas".

Ana Mota Veiga vai competir na prova de equestre e "está preparada para dar o seu melhor, como sempre" explicou Teresa Silvestre à Lusa.

Na modalidade de ciclismo adaptado, Luís Costa vai disputar o contrarrelógio e a prova em linha da categoria H5, enquanto Telmo Pinão disputa as mesmas provas na classe C2, e os 3 mil metros de perseguição individual em pista. "Gostávamos de ter alguém entre os oito primeiros e estaremos sempre de olho numa medalha", referiu José Marques, coordenador da modalidade, à Lusa.

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