Andebol

Portugal interrompe marcha triunfal e inicia segunda fase do europeu em desvantagem

Portugal interrompe marcha triunfal e inicia segunda fase do europeu em desvantagem

A marcha vitoriosa de Portugal no Euro2020 de andebol foi esta terça-feira travada pela anfitriã Noruega, que se impôs por 34-28 e conquistou o Grupo D da fase preliminar, fragilizando a equipa nacional para a ronda principal.

A derrota com a vice-campeã mundial pode ter consequências gravosas para o futuro de Portugal na prova, uma vez que as duas seleções apuradas transportam o resultado do jogo disputado entre si para Grupo II da ronda principal, que os noruegueses vão iniciar com dois pontos e a equipa lusa em branco.

Depois do triunfo alcançado na sexta-feira, sobre a França (28-25), uma das potências da modalidade, e no domingo, frente à Bósnia-Herzegovina (27-24), a equipas das quinas foi incapaz de contrariar a supremacia dos nórdicos, apoiados de forma quase delirante pelos compatriotas em Trondheim.

Portugal não conseguiu exibir a solidez defensiva demonstrada com França e Bósnia e o guarda-redes Alfredo Quintana não conseguiu ser um obstáculo tão intransponível como tinha sido nos dois jogos anteriores, perante a eficácia do genial Sander Sagosen e companheiros.

Num jogo entre duas equipas já apuradas, Portugal susteve o ímpeto inicial da Noruega, mas o ascendente dos nórdicos já se fazia notar a meio da primeira parte, com uma vantagem de quatro golos (10-6), numa altura em que Portugal tinha dois jogadores excluídos.

Perante as dificuldades em ultrapassar a defesa anfitriã, o selecionador Paulo Pereira optou pelo sistema atacante 'sete contra seis' e conseguiu reduzir a desvantagem para apenas um golo, antes de os escandinavos fixarem, sobre o apito final, o 16-14 ao intervalo.

Um parcial desfavorável de 6-1 no início da segunda parte deixou a equipa lusa a perder por 22-15 perante a seleção que conquistou a medalha de prata nos dois últimos Mundiais e foi já com o guarda-redes Humberto Gomes em campo que se aproximou para três golos de diferença (26-23).

A Noruega puxou dos galões e, contando também com a exibição inspirada do guarda-redes Torbjoern Bergerud, ao ponto de ter sido designado o jogador mais valioso pela organização, voltou a distanciar-se, fechando a partida com a vantagem confortável de seis golos.

A derrota sofrida hoje em Trondheim dificulta a concretização do objetivo definido por Paulo Pereira, que pretende melhorar o sétimo lugar alcançado em 2000, na Croácia, o zénite da participação portuguesa no Europeu de andebol, ao qual está de regresso após 14 anos de ausência.

Ficha de jogo:

Jogo no pavilhão Trondheim Spektrum, em Trondheim (Noruega).

Portugal - Noruega, 28-34.

Ao intervalo: 14-16.

Sob a arbitragem de Michal Badura e Jaroslav Ondogrecula (Eslováquia), as equipas alinharam e marcaram:

Portugal: Alfredo Quintana, Diogo Branquinho (3), André Gomes (2), Rui Silva, João Ferraz (1), Pedro Portela (2) e Daymaro Salina (3). Jogaram ainda: Miguel Martins (4), Alexis Borges (3), Alexandre Cavalcanti (2), António Areia (5), Fábio Vidrago, Luís Frade (1), Fábio Magalhães, Humberto Gomes e Belone Moreira (2).

Treinador: Paulo Pereira.

Noruega: Torbjoern Bergerud, Magnus Rod (6), Goeran Johannessen (6), Sander Sagosen (5), Kristian Bjornsen, Petter Overby (1) e Magnus Joendal (7). Jogaram ainda: Kristian Saeveraas, Magnus Gullerud (2), Christian O'Sullivan (3), Harald Reinkind (4), Kevin Gulliksen e Tom Kare Nikolaisen.

Treinador: Christian Berge.

Marcha do marcador: 1-1 (05 minutos), 5-5 (10), 6-9 (15), 7-11 (20), 11-13 (25), 14-16 (intervalo), 15-20 (35), 17-22 (40), 20-25 (45), 23-27 (50), 26-31 (55) e 28-34(resultado final).

Assistência: 7.937 espetadores.

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