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Presidente diz que Jardim e Mourinho recusaram convite para treinar Sporting

Presidente diz que Jardim e Mourinho recusaram convite para treinar Sporting

O presidente do Sporting abordou, este sábado, a atualidade do clube leonino e justificou a escolha de Silas para o comando técnico. O líder do clube de Alvalade revelou ainda ter conversado com Leonardo Jardim e José Mourinho.

"Procurámos alternativas, preferencialmente portuguesas e com grande currículo. Tentámos, um desejava lutar pela Champions e outro até me disse que não estava para aturar um clube como o Sporting. Treinadores portugueses que quisemos? Leonardo Jardim e Mourinho. Mourinho elogiou o trabalho feito e fica perplexo, conhecendo a realidade do clube, ele próprio vítima do ruído à volta de quem tem de decidir. Mourinho quer abraçar um projeto que lute pelas provas europeias. É a realidade portuguesa e nenhum clube português luta pela Champions. Outros treinadores portugueses recusaram porque não têm paciência para aturar um clube como este", começou por dizer Frederico Varandas em entrevista à SIC.

O líder dos leões abordou ainda a contestação vinda das bancadas, pedindo "tempo" e sublinhando ter "solução".

"Entendo o descontentamento de quem vai a Alvalade. Mas os adeptos têm de perceber que os órgãos sociais são sportinguistas que sentem o clube. Partilho essa tristeza genuína. Mas não subscrevo o descontentamento generalizado. Tenho mão e tenho solução. Não tenho é milagres. Isso não há. Existe trabalho para ter solução. Esta direção prima por uma coisa: humildade. Tivemos humildade na vitória e na derrota. Entendo o descontentamento de quem vai a Alvalade e de quem põe o Sporting acima de tudo. Mas o sócio tem de perceber que os órgãos sociais são sportinguistas e que sentem o clube. Eu estou triste, eu partilho essa tristeza e descontentamento".

Numa semana em que Silas foi apresentado no comando técnico do Sporting - o quinto treinador da era Varandas -, o presidente do Sporting justificou a saída de Marcel Keizer com a dificuldade do holandês em se adaptar ao futebol português.

"Marcel Keizer não caiu na primeira derrota. Foi escolhido por ter um perfil. Em novembro tivemos a mesma dificuldade em escolher um treinador. A realidade em novembro não era atrativa, agora é um pouco melhor mas continua difícil. Escolhemos o Keizer por ter um perfil de apostar em jovens e adepto de futebol ofensivo. Keizer teve dificuldades em adaptar-se ao futebol português. Houve sinais. A forma como se perdia ou se controlava os jogos e entendemos que, apesar dos títulos, estava na hora. Adeptos do futebol querem é ganhar mas ando na rua e os adeptos dizem-me 'olhe para os nossos rivais, para a máquina do rival da Segunda Circular' [Benfica]. Eu olho e digo que já vi. Faço então a pergunta: Quantos anos começaram eles a montar? A nossa máquina está a ser montada desde o dia 1. Não é numa época nem duas"

Sobre a mais recente polémica que envolveu Jovane Cabral, Frederico Varandas foi categórico: "Não somos a DGV, não temos capacidade para controlar isso. Mas veja o passado de Piqué no Barcelona. Os problemas resolvem-se internamente. O jogador tem de saber que quando acontece algo, é também o nome do Sporting que está em causa. Tem de saber comportar-se com dignidade", concluiu.

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