Castigo

Processo disciplinar para V. Guimarães e Benfica pelas tochas e cadeiras "voadoras"

Processo disciplinar para V. Guimarães e Benfica pelas tochas e cadeiras "voadoras"

Jogo da 15.ª jornada do campeonato nacional foi interrompido em quatro diferentes ocasiões, devido ao arremesso de tochas e cadeiras para o relvado. Posto isto, o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol decidiu instaurar um processo disciplinar a V. Guimarães e Benfica.

Conforme as imagens do jogo mostraram, os desacatos começaram após o único golo da partida, apontado por Cervi, ainda no primeiro tempo, altura em que foram arremessadas tochas e cadeiras para o relvado, oriundas da zona onde estavam as claques do Benfica, No Name Boys e Diabos Vermelhos. Depois, os adeptos vimaranenses que estavam mais perto dos visitantes também arremessaram cadeiras para o relvado. No segundo tempo, o jogo esteve parado mais duas vezes, em ambos os casos devido ao lançamento de tochas para o terreno de jogo pelos adeptos benfiquistas.

No mapa de castigos, divulgado esta terça-feira, vem ainda referida uma multa aos vimaranenses, de 3.570 euros, por utilização indevida da aparelhagem sonora, pelo speaker do clube, ao minuto 36.

No fim do mapa são ainda levantados processos sumários não só ao V. Guimarães-Benfica, mas também ao Rio Ave-Marítimo, ao Sporting-F. C. Porto e ao Farense-Benfica B, este da LigaPro.

"Tornando-se indispensável esclarecer o conteúdo dos relatórios do árbitros e dos delegados da Liga relativamente a comportamentos de espectadores aí mencionados, com eventual relevo disciplinar, solicitaram-se, nos termos do artigo 260.º, n.º 1, do Regulamento Disciplinar, os relatórios de policiamento desportivo dos seguintes jogos (os que são atrás referidos), aguardando-se agora pela sua receção, nos termos e para os efeitos regulamentares", pode ler-se nessa nota final.

Confira, agora, o que diz o artigo em questão:

"1. Tornando-se absolutamente indispensável esclarecer o relatório da equipa de arbitragem, os relatórios dos delegados da Liga ou os autos da Comissão de Instrutores, o relator na Secção Disciplinar poderá ordenar as diligências complementares que entender pertinentes e não sejam prejudiciais à economia da forma sumária de processo.

2. O disposto no número anterior é aplicável, designadamente, quando os relatórios forem evasivos ou ambíguos, não concretizarem suficientemente as circunstâncias de tempo, lugar e modo relativas aos factos descritos ou não indiquem com precisão os respetivos agentes.

3. Havendo lugar à realização das diligências complementares previstas no presente artigo, a decisão final do processo sumário deverá ser proferida no prazo máximo de 15 dias após a receção dos documentos que lhe servem de base; é correspondentemente aplicável o disposto na parte final do n.º 2 do artigo anterior".

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