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PSP nos jogos de crianças é necessária devido ao comportamento dos pais

PSP nos jogos de crianças é necessária devido ao comportamento dos pais

O director nacional da PSP diz que muitos jogos de crianças necessitam de policiamento devido aos comportamentos incorrectos dos pais ou responsáveis que assistem. E reconheceu que a lei não é cumprida no que respeita a distúrbios durante eventos desportivos.

Guilherme Guedes da Silva, que falava na abertura do seminário internacional "Estádios de Sítio - o Policiamento da Violência", em Lisboa, referiu não ser admissível vários comportamentos nos jogos, principalmente de futebol, exigindo operações de segurança que implicam custos monetários, mas também afasta os agentes de outras actividades.

"Até nos eventos desportivos das camadas mais jovens há comportamentos violentos isolados que incitam à violência de grupo, provocada tantas vezes pelos próprios familiares dos jogadores", disse.

O responsável da PSP salientou que "não são os iniciados que ofendem o árbitro, não são os juvenis que normalmente ofendem a equipa de arbitragem, são os pais" que estão a assistir ao jogo. "Se o exemplo vem de cima, que juventude se está a formar quando os responsáveis por eles, pais ou tutores, têm os comportamentos que têm e que justificam a presença da polícia nesses estádios?", questionou.

Só na área da PSP, em 2010, foram policiados mais de 68 mil eventos e foram destacados cerca de 230 mil polícias para garantir a ordem e a tranquilidade pública, efectivo que deixa de estar presente em outras missões.

Lei não é cumprida

O director nacional da PSP reconheceu ainda que a lei não é cumprida no que respeita a distúrbios ocorridos durante eventos desportivos e apelou a que haja coragem para que a legislação se cumpra.

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"A lei não é aplicada e tem de haver coragem para a aplicação da lei, tem de haver comprometimento de todos" os intervenientes nos acontecimentos desportivos, desde as entidades de justiça, à polícia, passando pelos organizadores dos eventos, pelos adeptos e comunicação social.

O Procurador-Geral da República esteve presente na sessão de abertura do seminário e no final, falando aos jornalistas, discordou do responsável da PSP. Pinto Monteiro defendeu que, nesta área, "a lei é cumprida", escusando-se a tecer mais comentários sobre o assunto.

"As leis do futebol têm as suas particularidades, mas o Ministério Público cumpre a lei e é para isso que estas conferências se destinam, para aperfeiçoar os mecanismos de colaboração", referiu.

Para Guedes da Silva a capacidade de cumprir a lei existente para aplicar nestas situações é um dos desafios que se coloca no controlo da violência nos eventos desportivos, principalmente nos estádios quando decorrem jogos de futebol.

"Temos normalmente a tendência para dizer que a lei é curta, os efeitos não são nenhuns. Os efeitos não são nenhuns relativamente à lei existente precisamente porque ela não é aplicada", realçou o responsável da PSP.

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