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Quando o lado perigoso do futebol assusta os adeptos

Quando o lado perigoso do futebol assusta os adeptos

Casos de violência e de tensão nos estádios, com crianças à mistura, estão a abalar o desporto-rei. "Clima de ódio" apontado como causa.

No espaço de poucos dias, um carro com a família de um treinador é apedrejado à porta de um estádio, o caso de uma criança em tronco nu, impedida de ver um jogo em Famalicão com a camisola do Benfica, e outro de um pai, com uma menina ao colo, ambos vestidos à F. C. Porto, a fugir de insultos e cuspidelas da claque do Estoril, abalaram o futebol português, à boleia de críticas severas do Secretário de Estado do Desporto, João Paulo Correia, e do presidente da Liga, Pedro Proença.

Mais do que questionar regulamentos, o JN tentou perceber junto de especialistas a razão de estes incidentes estarem a acontecer com tanta frequência. As respostas não são fáceis, embora o caso do ataque ao carro da família de Sérgio Conceição seja colocado num ficheiro à parte. "Esse é um assunto de polícia e de violência organizada. Ao futebol, resta afastar dos recintos quem não tem capacidade de se comportar. Depois, a polícia é que tem de intervir. Quanto às situações de Famalicão e do Estoril, não são novas. Só fica surpreendido quem não está atento ao futebol", afirma o sociólogo João Nuno Coelho. "É um espetáculo que não se pode comparar ao cinema ou ao teatro. Aceito que os clubes tomem medidas pragmáticas e não me faz confusão que proíbam adereços. O ideal era que não fosse assim, mas os factos provam que essas regras podem fazer sentido", sublinha.

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