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Quando o maior adversário passa a ser a saúde mental

Quando o maior adversário passa a ser a saúde mental

Simone Biles cedeu à pressão e relançou a discussão sobre a importância da força psicológica no desporto.

Esperava-se que Simone Biles marcasse estes Jogos Olímpicos e isso realmente aconteceu. Não pelas medalhas, mas por ter enchido o peito de coragem e dado um banho de realidade, provando que até os melhores quebram. A norte-americana deixou o mundo de boca aberta ao admitir que não quis continuar na prova de grupo nem pisar o tapete nas finais individuais por questões emocionais. A ginasta, que conquistou cinco medalhas no Rio 2016 e ajudou a denunciar um escândalo sexual e superou tantas dificuldades, ganhou a medalha da vida ao provar que até aqueles que achamos que são super-heróis têm vulnerabilidades. E abriu a discussão sobre a pressão que os grandes atletas estão sujeitos.

"Pode ser uma mudança de paradigma. O meio desportivo é tão competitivo, falar destas fragilidades era quase proibido", explicou o psicólogo Jorge Silvério, ao JN. O impacto da decisão da atleta não se fez esperar e acabou mesmo por ser o assunto da semana. As expectativas de ver Simone Biles eram altas e terão mesmo sido elas a levar a esta decisão.

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