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Quatro membros das Pussy Riot condenadas após invasão de campo

Quatro membros das Pussy Riot condenadas após invasão de campo

Quatro membros do grupo feminista contestatário Pussy Riot foram, esta segunda-feira, condenadas a 15 dias de prisão, depois de, no domingo, terem invadido o campo durante a final do Mundial de Futebol, em Moscovo, vestindo uniformes da polícia.

Um tribunal de Moscovo condenou Veronika Nikoulchina, Olga Pakhtoussova, Piotr Verzilov e Olga Kouratcheva a 15 dias de prisão e à proibição de frequentarem eventos desportivos por três anos, informou o site MediaZona, especializado em justiça.

As quatro elementos foram consideradas culpadas de "violar grosseiramente as regras do comportamento dos espetadores" e condenadas à pena máxima.

As quatro mulheres entraram brevemente, no domingo, no relvado antes de serem intercetadas por 'stewards' (vigilantes do recinto desportivo) no minuto 53 da final entre a França e a Croácia na final do Mundial de 2018.

O jogo foi retomado rapidamente. A França ganhou por 4-2.

Poucos minutos depois, o grupo russo Pussy Riot declarou, nas redes sociais Twitter e Facebook, que seus membros estavam na origem da invasão, transmitindo também uma lista de seis exigências.

"Libertar todos os presos políticos" foi o primeiro pedido.

A ação mais conhecida do grupo Pussy Riot remonta a fevereiro de 2012, quando vários membros cantaram uma oração punk contra o Presidente russo, Vladimir Putin, na catedral de Moscovo.

Três dos cinco membros do grupo foram sentenciadas em agosto de 2012 a cerca de dois anos de prisão, designadamente por "hooliganismo motivado por ódio religioso".

Ekaterina Samutsevich foi libertada em outubro de 2012, enquanto Nadezhda Tolokonnikova e Maria Alyokhina cumpriram os 22 meses da sua sentença.