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Râguebi exige plano estratégico para evoluir

Râguebi exige plano estratégico para evoluir

CDUP resiste às dificuldades e reclama das assimetrias entre a cidade do Porto e Lisboa.

Quando Portugal se apurou pela primeira vez para um Mundial de râguebi, os clubes não estavam preparados para absorver o impacto da onda de jovens que surgiu à procura de praticar a modalidade. Mas à segunda, nada garante que isso não se volte a repetir. "Devia redefinir-se um plano estratégico a prazo para voltarmos a implementar alguns projetos que deram bons resultados e que foram abandonados. No desporto escolar quase desaparecemos do mapa. Deixamos de ir às escolas e isso torna mais difícil captar jogadores. Devíamos retomar as seleções regionais, que contribuíram para o apuramento de 2007. Tínhamos um projeto, o "Força 8" para captação e treino de avançados, que temos dificuldade em arranjar", enumerou Henrique Rocha, presidente do CDUP, diretor de formação de treinadores.

Depois, há um fosso entre aquilo que se consegue fazer em Lisboa e no Porto. "Em Lisboa as equipas formam uma espécie de cluster não só de râguebi, como de angariação de recurso. No Norte temos de nos esforçar mais. Gastámos cerca de 30 mil euros em deslocações, por ano. Em Lisboa não têm esse custo, por causa da forma como funcionam. Talvez daqui por uns anos sejamos capazes de criar um cluster parecido. Mas esperamos que no pós mundial a federação retome alguns investimentos", acrescentou Pedro Meireles, presidente da Associação do CDUP. "Mas vivemos no dilema que é o de assumir que o desporto é profissional e autosustentável, ou encará-lo como um projeto social, sem fins lucrativos, em que a conta de exploração é francamente negativa até se tornarem seniores", juntou.

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