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Recorde mundial da meia maratona "não foi surpresa" para Jacop Kiplimo

Recorde mundial da meia maratona "não foi surpresa" para Jacop Kiplimo

Mesmo após ter tirado um segundo à melhor marca do mundo em Lisboa, no último domingo, o ugandês admite que o tempo até podia ter sido melhor e aponta ao título olímpico dos 10 mil metros

O recorde mundial (57,31 minutos) batido por Jacop Kiplimo, nascido há 21 anos no Uganda, marcou a 30.ª edição da meia maratona de Lisboa, mas "não foi uma surpresa" para o atleta. "Sabia que ia conseguir algo especial. No último treino, no Uganda, corri a distância em 58 minutos. Estava bem preparado e disse para mim que ia bater o recorde da prova", contou, num encontro com a imprensa.

O registo poderia ter sido ainda melhor caso "tivesse tido companhia durante a prova e menos vento no último quilómetro", disse, mas o seu foco está na prova de 10 mil metros dos próximos Jogos Olímpicos, em Paris. "Tenho a medalha de bronze, mas quero ser campeão olímpico" da categoria, garantiu, admitindo que, depois, deverá dedicar-se à maratona.

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Sentido-se "um exemplo para muitos jovens", Kiplimo admite voltar a correr na capital portuguesa no próximo ano. Para lá do recorde mundial batido pelo corredor ugandês, que tirou um segundo à anterior melhor marca, que pertencia ao queniano Kibiwott Kandie, realce para a etíope Tsehay Beyan, que venceu a prova feminina em 1:06.06 horas.

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